2010-01-11 -
Artur Bacelar
«Até parece que foi ontem!» é voz quase unânime quando dizemos que o MaiaHoje fez 10 anos. O tempo passa e como dizia Vieira de Carvalho «vai amadurecendo a postura de cada um». A do MaiaHoje é esta, servir os seus leitores, maiatos ou não, com toda a informação possível do que se passa no Concelho, de forma ponderada e isenta, assente em princípios jornalísticos que sempre orientaram esta redacção.
São nossas testemunhas, as milhares de reportagens que efectuamos, os problemas que denunciamos e apontamos, usando sempre o contraditório como pilar jornalístico.
Mas o tempo passa. Vamos conhecendo bem as posturas de cada um. Quem nos ajudou, quem nos tentou fazer “a vida negra” e o que pretendiam.
Quem connosco trabalhou e ou trabalha, sabe bem o que de nos disseram «não chegam às eleições (seis meses)», ou «já foi tratado, não dura muito», ouvíamos dizer, mas cá estamos.
Vivemos tempos conturbados pela conjuntura económica, mas nesta altura, o projecto “MaiaHoje”, continua de pé e, se o deixarem, por muitos e bons anos.
O mercado publicitário, principal suporte financeiro desta publicação, na Maia, tem contornos de favores e políticas obscuras que envolvem milhares de euros, num copo de água quase a transbordar numa grande inundação. Tudo terá o seu tempo e uma resposta adequada e firme, até às últimas consequências. Estamos atentos a todas as tentativas de monopolização da Comunicação Social. Nada que não estivéssemos já à espera. Vale a experiência de mais anos na política, do que alguns pseudo-políticos de vida. Ganhamos o nosso espaço, respeito e o reconhecimento dos leitores, algo que lhes custará ouvir, mas esquecem uma lição política de palmatória «um cão bem alimentado, é inofensivo e dócil, por outro lado, um outro mal nutrido é sabido ser uma constante ameaça, como uma bomba relógio, pronta a explodir, quando menos se espera», é básico e natura.
Em todas as edições, tentamos sempre ter, pelo menos, seis notícias próprias, fruto do trabalho de redacção. Fazemos assim a diferença. Acompanhamos as colectividades e instituições, quando mais precisaram de nós.
Um “defeito” foi-nos sempre apontado. Não ser um semanário. Mas o tempo deu-nos razão e a solidez impossível com outra periodicidade, num mercado pequeno como o da Maia. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes que, em 10 anos, por questões noticiosas, necessitávamos de estar mais cedo nas bancas, mas a qualidade sempre se sobrepôs.
Por aqui passaram cerca de 100 colaboradores, uns já faleceram, outros partiram para outros projectos, outros aqui fizeram escola, deixando aqui sempre um legado que os actuais honram em seguir.
Histórias, são muitas. Personalidades e feitios também. Páginas que dariam um livro trágico-cómico, mais cómico que trágico. Histórias que contamos à mesa de Natal quando reunimos os nossos amigos.
Estamos preparados e a preparar o futuro. Lideramos e inovamos. É bandeira da casa. Mais novidades surgirão ainda este ano.
A terminar, apenas uma palavra de agradecimento a todos quanto deram um pouco de si para este projecto, colaboradores, leitores, sector empresarial e instituições. Estamos no fim da infância e entraremos na adolescência rumo à fase adulta.
Esperem e exijam mais do MaiaHoje.
Obrigado a todos.