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  Maiambiente com veículos menos poluentes  
 
2010-01-25 - Rita Santos

AMBIENTE: Viaturas são as primeiras em Portugal a operar no sector


As sete novas viaturas pesadas cumprem as exigências legais da norma europeia EURO5, o que vai permitir «uma redução da emissão de poluentes em cerca de 80 por cento em relação às partículas e 30 por cento aos óxidos de azoto».

«Reduzir as emissões de partículas e de óxidos de azoto (NOx), com origem nos veículos de transporte, em especial aqueles que usam o gasóleo como combustível, é um factor importante para melhorar a qualidade do ar que respiramos e assim proteger a saúde de todos». Foi com base nesta consciência ambiental, aliada à preocupação com a melhoria da qualidade de vida da população que a Maiambiente apresentou, no passado dia 8, sete novas viaturas pesadas para os serviços de limpeza pública, recolha de ecopontos e de contentores semi-enterrados no município da Maia.
Segundo Mónica Ferreira, técnica da Maiambiente, «foi uma exigência nossa [da Maiambiente e da Câmara Municipal] o fornecimento destas viaturas serem de acordo com o cumprimento da norma europeia EURO5, porque os limites que são impostos traduzem-se numa redução da emissão de poluentes em cerca de 80 por cento em relação às partículas e 30 por cento aos óxidos de azoto. Em termos de qualidade do ar o impacto é bastante e vai reflectir-se, com certeza, na saúde da população». «Estes poluentes contribuem para o aquecimento global do planeta e, por isso, nós procuramos desempenhar a nossa função tendo em conta estas preocupações ambientais. Estamos, assim, ao mesmo tempo, a preocuparmo-nos com a saúde da população e com a sua qualidade de vida», aditou a técnica.
A norma da União Europeia designada por EURO5, aplicável desde 1 de Setembro de 2009 no que diz respeito à homologação e a partir de 1 de Janeiro de 2011 relativamente à matrícula e venda de novos tipos de veículos veio, assim, impor limites mais apertados para as referidas emissões de poluentes, em veículos novos, relativamente à norma anterior (EURO4).

Mais valias das viaturas
As sete novas viaturas apresentadas são as primeiras em Portugal a operar no sector da recolha de lixos. Trata-se de quatro compactadores, duas varredoras e uma grua equipadas com motor D11C de 11000cc e 330cv, o que permite um baixo consumo graças ao sistema de gestão electrónica SEM e injectores unitários da Volvo.
Possibilita igualmente uma elevada resposta a baixa rotação e os travões de motor com 394cv de potência de travagem, fazem com que este seja «um dos motores mais amigos do ambiente fiável e seguro».
A caixa I-shift proporciona uma condução cómoda e segura, evitando o uso do pedal de embraiagem, tantas vezes necessário em percursos citadinos. A possibilidade de condução em automático e manual permite adequar o tipo de condução ao trânsito, percurso e exigência do momento.
Possuem ainda travões em disco sem amianto; controlo de tracção e estabilidade que impede o bloqueio das rodas motrizes quando num pavimento escorregadio e sistema auxiliar de arranque nas subidas. Neste caso, «os travões destravam quando o motor atinge um certo binário ou, nas caixas de velocidades manuais, quando se alivia o pedal da embraiagem».
No que toca ao conforto são equipadas com ar condicionado automático, banco do condutor pneumático com cinto integrado o que oferece ao condutor maior comodidade e satisfação no trabalho.
As quatro viaturas com compactadores MOFIL «foram feitas de maneira a que não haja derrame de resíduos para o pavimento. Foi feito quase à medida para a Maia», ressaltou Pedro Couto, representante do consórcio ACE. «Baixamos os compactadores para impedir que danifiquem os cabos eléctricos. Isto permite-nos andar com a grua esticada e dentro do limite», acrescentou.
Entre as mais valias das duas varredoras SOMA, destaque para a possibilidade de varredura do lado esquerdo e do lado direito; a elevada capacidade de aspiração mas com um baixo nível de ruído; possibilidade de lavar e aspirar; pistola para lavagens manuais, mangote manual para aspiração de folhas e sarjetas. Trata-se de um sistema fácil de operar, o que permite ao operador uma elevada concentração na condução e não necessariamente na aspiração. «São varredoras que trabalham com o mínimo de barulho possível, têm varredura tanto do lado direito com do lado esquerdo, o que permite nos separadores centrais fazer a varredura dos dois lados, não deixar nada por varrer. Têm também um sistema de aspersão diferente e havendo necessidade de tirar alguma lama do pavimento, ela permite fazer essa limpeza mais a fundo», explicou Pedro Couto.
Relativamente à grua HIAB, o responsável da empresa prestadora do serviço ressaltou que «todas elas são comandadas por rádio o que permite que haja uma maior distância entre o operador e o carro e, além disso, tem uma plataforma em que o funcionário pode operar a grua de uma posição elevada e, por conseguinte, mais segura. A plataforma cria uma “redoma”, defendendo o operador».
Pedro Couto considerou que se trata de um passo positivo para o município, uma vez que aumenta a qualidade de vida da população da Maia, mas também para a empresa que «aumenta a qualidade do serviço».

Redução da frota mais antiga e mais poluente
Apesar destas novas viaturas não conseguirem servir todo o concelho da Maia, a técnica asseverou que a empresa municipal tem vindo a optimizar alguns serviços e a renovar a frota, de modo a eliminar os veículos mais antigos e, subsequentemente, mais poluentes. Também nesse âmbito, a Maiambiente integrou um projecto com o Ministério do Ambiente onde instalou filtros de partículas em duas viaturas para «reduzir o impacto no ambiente». A ideia, acrescentou Mónica Ferreira, é continuar este trabalho de renovação da frota e «ir a pouco e pouco adaptando a frota de maneira a corresponder a estes limites que são impostos».

Lipor reforça campanha
Durante os meses de Janeiro e Fevereiro, a Lipor vai promover a segunda fase da «campanha de comunicação e sensibilização das populações para a separação de resíduos visando a reciclagem». O serviço intermunicipalizado de tratamento de resíduos do Grande Porto refere que esta segunda fase é centrada no reforço da divulgação e em algumas acções paralelas, como a distribuição do infomail aos cidadãos da região do Porto.
 
 
 

 

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