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A baixa política

A baixa política

Opinião de Artur Bacelar, Director de informação.

Conforme é chegada a primavera e consequente aumento da temperatura, assim também vai a nossa política local, a aquecer.

Infelizmente, em vez de debate de ideias, vejo a praça pública transformada numa gigantesca lavandaria, onde tudo vale, incluindo ataques pessoais, para se conseguirem os objectivos para os quais muitos se julgam dotados. Mesmo eu, jornalista, que creio ser consensual, profissionalmente ser dado como isento na matéria (note-se que apenas nesta coluna, de opinião, e que não vincula o jornal, digo o que me vai na alma, um direito estabelecido, igual aos outros cronistas de várias opiniões que aqui publicam), que tenho um longo passado democrático, já tive honras de, nas redes sociais, ser vitima de calúnia sobre o meu trabalho. Mas diz o povo e com razão «vozes de burro não chegam ao Céu».

Na política, devem pensar alguns, vale tudo. Mas não vale.

No fim-de-semana passado, uma notícia que sinceramente me pareceu uma "não notícia" com chamada à capa do JN, versando uma polémica sobre alegado insulto do vereador da cultura às mulheres, mereceu o meu comentário por não se tratar de, na minha opinião, como referi, de uma notícia, dado que não vislumbrei qualquer insulto e muito menos polémica (e procurei bastante). Logo, alguém que não quero identificar, mas que sei quem é, criou um perfil falso com uma foto de uma senhora do Minho e toca de desancar em tudo e em todos, de forma a tentar subir mais uns pontos no seu objectivo político. Teve azar. O perfil falso foi logo desmascarado.

São muitos anos de uma opção de vida, onde a verdade, por mais que nos custem as consequências, é sempre a melhor opção. Pena tenho que alguns aspirantes a políticos, que se dizem políticos por ocuparem cargos políticos, não sigam o mesmo exemplo. Mas já lá vai.

Autárquicas 2017, parte III

Pouco a pouco vão-se confirmando e desmentindo algumas das informações que avancei nesta coluna, nas últimas edições.
Bragança Fernandes anunciou no passado fim-de-semana a sua candidatura à Assembleia Municipal.

Emília Santos é cada vez mais apontada como candidata à vice-presidência à Câmara pelo PSD. Diz-se que, a ser assim, uma das senhoras, poderá não se recandidatar, no caso fala-se de Marta Peneda, até porque o pai, em janeiro, em carta aberta, terá irritado a direcção nacional do partido sobre o caso da TSU que acusava de «estar a ferir muito gravemente a identidade do PSD» e que Passos Coelho «está a criar uma rutura nas suas bases identitárias», mas tudo se diz e Silva Tiago parece já ter optado por uma lista de continuidade, o que deita por terra tal teoria, segurando, por esta ordem, Ana Vieira de Carvalho, Mário Neves, Paulo Ramalho, Marta Peneda e Hernâni Ribeiro. O médico Ricardo Oliveira, poderá "saltar" de número cinco da Assembleia para ocupar o oitavo lugar da lista do PSD para a Câmara (ou mesmo o sétimo se Marta Peneda sair), apostando assim o partido em capitalizar o seu nome (conceituado nas bases a Maia Leste) e "roubar" um lugar ao PS.

No PS, parece confirmado que Carlos Teixeira avançará à Junta da Maia, mas como número dois, sendo cabeça de lista Alberto Monteiro. Para a mesma freguesia, Olga Freire, pelo PSD, já terá mesmo aceite recandidatar-se.

Em Águas Santas, a grande novidade será a de José Manuel Sampaio, popular presidente de "Os Fontineiros" que poderá ser o candidato do PSD àquela freguesia.

20-Mar-2017 às 20:05, redacção

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