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Concelho de Trabalho

Concelho de Trabalho

Opinião de Joaquim Armindo.

1.- Trabalhar não é uma coisa má, é, se não quisermos contribuir para a esperança em um outro mundo, onde as vivencias se chamam convivências na solidariedade, nas culturas e nas tradições. O trabalho faz parte das nossas vidas, qualquer que ele seja, um caminho para o ócio, o descanso, o prazer, a reflexão e ao direito à preguiça, só assim se entende que falemos do trabalho, um direito e um dever. Um concelho, como a da Maia, deve ser um motor do trabalho e que ninguém fique privado disso. O desemprego que afeta a Maia deverá ser fator de preocupação principal para a atuação autárquica. Direi mais, um forte pacto ao nível de toda a região do Porto deveria ser equacionado e selado, em sede dos atores políticos e sociais. Não estaremos a inventar nada, em quantas regiões se verificam destes pactos, onde forças dos governos, sindicatos e associações patronais unem os seus esforços para reduções significativas do desemprego e a promoção do emprego. Eles têm, normalmente, inicio no meio de um mandato autárquico e fim no outro mandato, para não se perder a força determinante.
2.- Existem mais de 7000 desempregados no nosso concelho e, não posso calar, um dos exemplos, uma empresa metalomecânica da Maia com oferta de emprego de algumas dezenas de postos de trabalho. Necessária se torna a formação e o ensino especializado, segundo sei dependente do executivo da Maia, existindo formação há emprego, não existindo não há emprego. Muitas empresas na Maia já admitem pessoas sem qualquer qualificação, desde que queiram trabalho. Assim existe um paradoxo, por um lado desemprego, por outro, emprego não satisfeito. Poderão existir estrangulamentos se as autoridades municipais não tomarem nas suas mãos este estado de coisas. 
3.- Necessário se torna um executivo forte e atuante, sem enviar para as calendas a resolução dos problemas. Com todas as escolas e centros de formação, as forças sindicais e patronais, as entidades públicas e privadas, e numa aliança a toda a zona do grande Porto, podem tomar-se decisões importantes neste domínio, da falta de formação e da falta de trabalhadores. Todos estarão interessados nisso, em resolver esta questão e de conseguir melhores níveis de vida às populações. Com executivos paralisados por anos de poder, sem possibilidade de novas ideias, o concelho da Maia ficará pejado de funcionários a olhar para aquilo que a política pode dar: dinheiro, poder e inação.

Doutorando em Ecologia
e Saúde Ambiental

10-Apr-2017 às 13:06, Ana Sofia Silva

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