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Estará Portugal realmente melhor?

Estará Portugal realmente melhor?

CDS Maia debateu o pós-Troika, no passado dia 3 de abril, naquele que foi o primeiro debate organizado pela atual Comissão Política do CDS Maia.

O antigo edifício da Junta de Freguesia da Maia, recebeu no passado dia 3 de Abril aquele que foi o primeiro debate organizado pela actual Comissão Política do CDS Maia. Este momento permitiu assim cumprir mais uma das promessas dessa equipa aquando a sua tomada de posse em Janeiro de 2016 «entende esta Comissão Política que uma das melhores formas dos partidos se abrirem à sociedade civil é proporcionar espaços abertos de debate e reflexão com personalidades dos mais diversos posicionamentos políticos». 
Seis anos após o pedido de resgate, estará Portugal realmente melhor? Esta foi a questão que serviu de ponto de partida para um debate que visou três perspectivas diferentes: a política, a económica e a social. Cecília Meireles - deputada e Vice-Presidente do CDS, Luís Aguiar-Conraria - Professor de Economia da Universidade do Minho, e António Tavares - Provedor da Misericórdia do Porto, foram as personalidades desafiadas perante uma vasta audiência. 
Cecília Meireles, encarregue da perspectiva mais política do debate, centrou a sua análise no real crescimento do país e na fórmula para esse fim, nunca esquecendo que a solução de Governo actual é frágil e cobra um preço bastante alto, nomeadamente ao Partido Socialista. Nas suas palavras «o Estado continua a ser demasiado grande e continua a calcar, em muitos sectores, dinâmicas e iniciativas que são essenciais para a criação de oportunidades. Oportunidades essas que nos fariam crescer em valor sustentado», disse. 
Já na opinião de António Tavares, «Portugal não está melhor, está sim diferente». Para o Provedor da Misericórdia do Porto, continuam a existir grandes diferenças entre o interior e o litoral num país em que cerca de 20% da população empregada é considerada, pelos seus rendimentos, pobre. Nas suas palavras «é urgente um novo modelo de financiamento do Estado Social» usando para isso como exemplo o envelhecimento da população que trará cada vez mais custos ao Serviço Nacional de Saúde. O Provedor deixou ainda um alerta que o Estado continua a ser «um grande devedor das IPSS».
A análise económica ficou a cargo de Luís Aguiar-Conraria que começou por explicar que «muitos dos problemas que levaram ao resgate de 2011, tinham já sido identificados uma dezena de anos antes em relatórios do FMI», acrescentando que «Portugal deixou de registar valores significativos de crescimento em 2000 depois de uma década, no Cavaquismo, em que tínhamos números de crescimento asiáticos o que levou a muita ilusão e devaneio no investimento público». Para o professor de Economia «as empresas ainda registam diversas dificuldades no acesso ao crédito sendo que o ponto mais positivo da entrada da Troika em 2011 foi a introdução de uma maior flexibilização laboral». Digno de nota é ainda o elogio de Aguiar-Conraria «à seriedade com que o CDS Maia quis debater estas questões», sendo ele uma pessoa "mais à esquerda". 
No espaço de debate aberto a todos os participantes nesta iniciativa, foram deixadas breves reflexões sobre, por exemplo, a entrada dos jovens no mercado de trabalho, a carga fiscal sobre os rendimentos e os desafios políticos que sustentam o actual Governo.
26-Apr-2017 às 15:04, Ana Sofia Silva

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