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Dar voz aos maiatos mais desfavorecidos!

Dar voz aos maiatos mais desfavorecidos!

A apresentação dos primeiros candidatos da Coligação Democrática Unitária (CDU) à Câmara e Assembleia Municipal da Maia decorreu no passado sábado, 22 de Abril, no Auditório da Casa do Alto, em Pedrouços, Maia.

A CDU, que resulta do entendimento entre o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes”, apresenta a actual vereadora e deputada da Assembleia da República, Ana Virgínia Pereira, como primeira candidata à Câmara Municipal da Maia.

Trata-se de uma aposta no bom trabalho desenvolvido pela deputada tanto na autarquia como na Assembleia da República. Licenciada, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Português / Francês); Professora no Agrupamento de Escolas de Ermesinde - Valongo; Membro da Comissão Concelhia da Maia e da Direção da Organização Regional do Porto do PCP. Delegada Sindical do Sindicato de Professores do Norte (SPN); associada da Universidade Popular do Porto (UPP) e da Cooperativa Livreira dos Estudantes do Porto, CRL (UNICEPE). Vereadora da CDU na Câmara Municipal da Maia no actual mandato. Deputada à Assembleia da República, desde 2015, integrando a Comissão de Educação e Ciência e a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, foi a escolha.

Jornalista Alfredo Maia lidera lista para a Assembleia

Para a liderar a bancada na Assembleia Municipal, o jornalista Alfredo Maia foi o nome escolhido. Jornalista no "Jornal de Notícias", de cujo Conselho de Redação é membro eleito. Foi presidente da Direção do Sindicato dos Jornalistas, membro da Comissão de Classificação de Publicações no âmbito da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, suplente da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e vice-presidente da Direção da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Tem sido apoiante ou candidato em listas da CDU para a Assembleia da República e para a Assembleia Municipal do Porto, onde exerceu, em substituição, parte de um mandato, tendo apoiado também as listas da CDU ao Parlamento Europeu e os candidatos propostos pelo PCP às eleições presidenciais.

Professor João Veloso é o mandatário

O Mandatário concelhio da CDU é João Veloso, professor de Linguística Geral e Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e é coordenador científico do Centro de Linguística da mesma Universidade. Foi presidente da Associação Portuguesa de Linguística entre 2012 e 2016. Além da sua atividade profissional relacionada com a investigação e ensino da língua portuguesa e com a formação de professores de Português, tem-se envolvido em diversos projetos associativos e comunitários. Foi candidato em listas autárquicas e apoiante da CDU. 

CDU fez a diferença e quadruplicou eleitos

Na sua intervenção de apresentação, Ana Virgínia Pereira a candidata diz que «Há quatro anos atrás, em 2013, foi formalizada a candidatura da CDU ao Município da Maia, uma candidatura em que a população maiata acreditou e a quem deu o seu voto, elegendo um vereador – o que já não acontecia há quase três décadas -, três deputados municipais e oito eleitos em seis das atuais dez freguesias que constituem o concelho da Maia. Uma votação que quadruplicou e cuja confiança a CDU não traiu, mantendo-se fiel ao seu lema: trabalho, honestidade e competência.
O contexto em que essa iniciativa - e grande parte do mandato - foi vivido, era claramente diferente daquele que vivemos hoje, ao nível político, social e económico.
Era um tempo negro em que, devido a políticas de direita de sucessivos governos, com particular gravidade e violência durante a vigência do anterior Governo do PSD e do CDS, o país se confrontou com a destruição do seu aparelho produtivo, com o encerramento de serviços públicos ou com a sua privatização, como o desmantelamento das funções sociais do estado, designadamente na educação e na saúde, com o roubo de direitos e de salários e pensões, com o aumento do desemprego para níveis sem precedentes e com o empobrecimento das populações.
A Maia, obviamente, não pôde escapar a esta dura realidade, espelhando-a, pelo contrário, pelo elevado número de micro pequenas e médias empresas que encerraram portas, lançando no desemprego as populações do concelho, pelo encerramento de serviços públicos, pela falta de incentivos para a criação de empresas, contrariando a ideia de oásis que a maioria que preside aos destinos do concelho apregoa …
 A candidatura que hoje encabeço – tarefa que me foi proposta pelo meu partido, que muito me honra e na qual porei todo o meu empenho, ocorre já num momento político diferente, nascido das eleições legislativas de outubro de 2015.
Com efeito, a correlação de forças existente na Assembleia da República, conseguida nas eleições de outubro, permitiu travar o rumo de desastre para onde nos levava o Governo do PSD e do CDS, para além de conteve a brutal ofensiva contra as condições de vida e direitos dos portugueses, ao mesmo tempo que a solução encontrada, e para a qual o PCP contribuiu decisivamente, iniciou um percurso que permitiu a devolução aos trabalhadores e às populações de direitos e de rendimentos, embora limitados e insuficientes, invertendo muitas das injustiças sociais dirigidas aos trabalhadores e aos portugueses.
Entretanto, as políticas municipais que foram sendo levadas a cabo pela maioria que gere a Câmara Municipal da Maia, foram marcadas pela incapacidade na resolução de problemas, pela falta de obra realizada, pelas opções que foi fazendo, nomeadamente, no que diz respeito às questões da habitação social, ao apoio às famílias mais carenciadas, etc.
A presença da CDU na Câmara permitiu, como foi referido por um órgão de comunicação social da Maia, dar voz aos maiatos mais desfavorecidos.
Na verdade, com a presença da CDU, foi possível questionar e confrontar o Executivo com as suas opções e com problemas das populações e dos trabalhadores que, de outra forma, não teriam voz: Assim, a CDU permitiu e obrigou que fossem discutidas questões de ordem laboral, colocando-a na agenda da Câmara:
- Denunciámos e levámos à reunião problemas existentes com funcionários do próprio município;
- Questionámos, persistentemente, a Câmara sobre a aplicação do horário das 35 horas, que esta resistiu em aplicar, só o tendo feito quando a isso foi obrigada;
- Trouxemos problemas de trabalhadores de empresas privadas sediadas na Maia… e a Câmara nada tinha a ver com essa situação…eram privadas…, mas cá isto de enfrentar os patrões, isso é que não;
- Recusámos a utilização abusiva do recurso a Contratos de Emprego e Inserção (CEI e CEI+);
- Apelámos sempre para a necessidade de contratar trabalhadores sem vínculos precários.

Mobilidade

Também discutimos problemas a nível da mobilidade,
- Levámos os problemas da população das freguesias mais distantes, como de Folgosa e de S. Pedro de Fins e até de Águas Santas, altamente limitadas pela baixa frequência dos transportes públicos que as unem à cidade da Maia;
- Denunciámos a falta de beneficiação de passeios, de ruas e de estradas fora das zonas industriais e do centro, que apresentam poucas condições para uma mobilidade mais segura;
- Reclamámos uma variante capaz à EN 14, o alargamento do Metro até à Trofa, a abolição das portagens que cerceiam o município, com a apresentação de projetos que valorizam a manutenção na esfera pública dos transportes - que o município não dinamiza adequadamente, valorizando-os, tanto na Assembleia da República como localmente, a uma só voz… o que defendemos na Maia, defendemos, com a mesma veemência em Lisboa.

Habitação Social

Na habitação social, de longe a área que mais solicitou a nossa intervenção, a nossa presença foi primordial:
- Levámos vários casos dramáticos de famílias com necessidade de habitação social e apenas dois ou três casos foram atendidos;
- Solicitámos a realização de pequenos trabalhos em algumas habitações, e até hoje… quase nenhuma reparação foi feita;
- Visitámos bairros, como o de Folgosa, de S. Pedro de Fins, do Meilão, do Sobreiro e de outras localidades que necessitam de obras de reparação urgentes e que só agora começam a ser intervencionados… vá-se lá saber porquê só agora…
- Visitámos casas abarracadas em Pedrouços, sem as menores condições de habitabilidade, sem água canalizada, sem saneamento, numa degradação e falta de dignidade totais e pelas quais os moradores pagam rendas elevadíssimas atendendo às condições que são oferecidas e cujos habitantes têm pedidos na Espaço Municipal para alojamento social, que nunca foram satisfeitos. Solicitámos uma vistoria de salubridade ou até de segurança e fomos informados de que terão de ser os inquilinos a fazer o pedido e a pagar o serviço!!!

Opções do município

Não aprovámos várias opções do município, no Orçamento e nas GOP’s, por considerarmos que não defendiam o interesse das populações:
- Reprovámos o não cumprimento, por parte da maioria que gere esta autarquia, da exigência legal de auscultação prévia dos partidos, ao abrigo do Estatuto da Oposição;
- Desaprovámos a externalização de serviços, quando a Câmara poderia contratar trabalhadores;
- Não estivemos de acordo com o elevado volume de aquisição de serviços, muitos dos quais considerámos desnecessários;
- Não nos revimos na política assistencialista do município, que faz de principal veículo do apoio social, não a Câmara, mas as instituições privadas;
- Repudiámos fortemente, questionámos e confrontámos o executivo, no que toca à municipalização da educação, que, num primeiro momento, recusaram, mas que bastou umas quantas visitinhas do então primeiro ministro, para que a municipalização avançasse. O empenho era tal, que mal o governo mudou, denunciaram o contrato;
- Nunca aceitámos a criação de fundos imobiliários, vindos de mandatos anteriores, e que continuam a onerar o município;
- Criticámos e não aprovámos a gestão ruinosa da Tecmaia.

Um projeto de mudança política

Muito mais haveria a relatar sobre a ação da CDU na vereação da Câmara da Maia, mas o mais relevante da nossa intervenção, foi a nossa frontal oposição a uma gestão feita pela maioria que gere a Maia há décadas, e que não só não responde às necessidades dos maiatos com maiores fragilidades sociais e económicas, como envereda por opções que a CDU nunca poderá nunca caucionar.
A CDU apresentará um projeto de mudança de políticas para a Maia, reafirmando uma rutura com as políticas de direita, um projeto que privilegiará a defesa dos serviços públicos, a defesa do poder local, a minimização das assimetrias tanto territoriais como sociais, propondo-se e comprometendo-se a ouvir as populações maiatas, todos os maiatos, com quem pretendemos trabalhar e ao lado de quem estará sempre, ouvindo os seus justos anseios e necessidades, dando-lhes a voz de que tanto precisam.
Afirmamos que queremos ouvir os maiatos, queremos a sua opinião, as suas ideias, queremos construir um programa final, cujas linhas gerais apresentarei de seguida, e no qual pretendemos integrar o seu contributo.

Crescimento a uma velocidade

As nossas propostas passam por:
- Estímulo à atividade produtiva e à sua diversificação, visando o crescimento do emprego e o desenvolvimento do concelho;
- Políticas habitacionais recuperem todo o parque habitacional e que sejam, ao mesmo tempo, um motor da criação de emprego;
- Exigência de uma coesão territorial, desenvolvendo-se um crescimento harmonioso e generalizado no Município, não permitindo que este se faça a várias velocidades;
- Maior proximidade e melhor acesso aos serviços públicos.

Alternativa de Confiança! Para Todos os maiatos!

A CDU detém um património reconhecido de trabalho, honestidade e competência irrefutável, capaz de concretizar as mudanças de que os maiatos necessitam: uma vida melhor para TODOS, de bem-estar e de desenvolvimento económico.
Somos uma alternativa de confiança e os maiatos sabem-no!
Sabemos que, no atual panorama político que se desenha para a Maia, somos a força de esquerda que apresenta a garantia de uma Alternativa de Confiança! Para Todos os maiatos e que é capaz de fazer a diferença!
Sabemos, também, que a presença da CDU significará mais intervenção no plano nacional e local para dar expressão à defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo.
Vamos trabalhar para alargar a influência da CDU. A Maia precisa de uma CDU mais forte.
Partimos para esta batalha com confiança. Com a confiança e a convicção de que é possível aumentar a votação na CDU e afirmar a CDU como uma força absolutamente indispensável para a defesa dos interesses das populações.
Camaradas e amigos, pela população da Maia, vamos à luta pelo reforço da CDU!», discursou a candidata Ana Virgínia Pereira.

CDU – Força insubstituível

Já o primeiro candidato à Assembleia Municipal, Alfredo Maia, disse que a CDU na Maia é uma alternativa de confiança.
«A Coligação Democrática Unitária (CDU) apresenta-se hoje aos eleitores da Maia com o renovado compromisso de colocar ao serviço das populações o melhor das suas energias, da sua combatividade e da sua dedicação, procurando honrar as consignas que definem e sintetizam a ação, as propostas e as realizações desta força insubstituível – Trabalho, Honestidade, Competência.
Nos municípios e nas freguesias onde tem responsabilidades de gestão autárquica, mas também naqueles onde está em minoria, a CDU e os seus eleitos destacam-se pelo trabalho dedicado, na identificação dos problemas e anseios das populações; no envolvimento do movimento associativo e das organizações de moradores; e na apresentação de propostas qualificadas para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo.
A CDU está igualmente na linha da frente da intervenção e da ação concretas na satisfação dos direitos fundamentais ao desenvolvimento equilibrado, ao ambiente, à habitação, à fruição da Cultura, à atividade física e desportiva, empenhando toda a sua capacidade na realização de projetos que elevem os padrões de qualidade de vida para todos.
Portadora de um vasto e inigualável património de conquistas e realizações do poder local democrático, fiel ao seu indeclinável compromisso com o povo, coerente com a dimensão verdadeiramente democrática e unitária do seu projeto – que integra o Partido Comunista Português, o Partido Ecologista “Os Verdes”, a Intervenção Democrática e dezenas de milhares de cidadãos sem filiação partidária em todo o país – a CDU apresenta-se, também na Maia, como alternativa de confiança, capaz de propor, de realizar e de responder pelo que faz.

Marcas de desigualdade

Quatro décadas de gestão autárquica de direita, apesar de progressos que não se negam (era o que faltava que não tivessem ocorrido!), deixaram profundas marcas de desigualdades e problemas, que nem a sofisticada máquina de propaganda consegue dissimular.
A direita chegou a alimentar a ideia de uma Maia exclusiva
08-May-2017 às 10:38, Ana Sofia Silva

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