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Baleias

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Opinião de Orlando Leal.

Há algumas semanas começamos a ver e ouvir relatos de um “jogo” novo de nome Baleia Azul, que começa com uma mensagem para um telemóvel para entrarmos num desafio, que uma vez aceite não terá retorno, pois quem o tentar fazer poderá sofrer represálias graves, que passam pelas ameaças não só ao próprio, mas também a amigos e familiares, surgindo listas com nomes e até moradas, fazendo transmitir que será impossível sair desta espiral.
Depois da entrada no jogo vão chegando os desafios, enviados pelo mentor e que devem ser executados com recurso a gravações ou fotos que comprovem a realização dos mesmos.
E estes ditos desafios vão desde a mutilação feita aos próprios participantes até ao desafio ultimo que é o suicídio, passando por andar em telhados, caminhos de ferro, pontes entre outras coisas que fogem do quotidiano normal de qualquer pessoa, mas que sobretudo colocam vidas em risco.
O número de participantes tem aumentado a nível mundial, havendo já um registo que aponta para mais de 130 vitimas mortais em consequência deste “jogo”.
Obviamente que as principais vitimas deste tipo de organizações serão os mais jovens, e dentro destes as pessoas que são emocionalmente mais fracas, tornando-se assim mais manipuláveis e assim facilmente convencidas a entrar nesta espiral mortal.
Assim os pais e educadores devem estar sempre atentos aos comportamentos dos seus educandos, pois numa sociedade em que o volume de informação e o tráfego de conhecimento são uma mera banalidade acessível em qualquer parte e por qualquer um, o controlo deve ser mais atento.
Quando verificamos que qualquer jovem, adolescente ou mesmo criança têm acesso a telemóveis com ligação à internet, e que estes passam horas seguidas agarrados a estes aparelhos, que em muitos casos ultrapassam já o próprio tempo que passam a socializar com familiares e amigos, tendo inclusivamente superando, em alguns casos a própria televisão, e que o fazem em muitos casos sem qualquer controlo parental, não pode deixar de nos preocupar.
Nada tendo contra as novas tecnologias, não posso deixar de estar também atento aquilo que elas trazem para o bem e para o mal, sendo que como diz o povo, mais vale prevenir que remediar. E uma conversa franca associada a um acompanhamento constante, e q definição de regras de acesso as novas tecnologias associadas com o tempo disponibilizado para a família poderão ser um bom princípio básico para que este tipo de fenómenos não se consiga alastrar.
08-May-2017 às 11:09, Ana Sofia Silva

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