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Falando de Fátima

Falando de Fátima

Opinião de Joaquim Armindo.

1.- Sobre Fátima, os acontecimentos e a sua mensagem muito se tem escrito e produzido. Especialmente nos últimos meses. Filmes existem alguns, livros muito mais e opiniões ainda mais. Nestas coisas da Fé existem sempre muita perplexidade, contradições e sentimentos. Natural seria acreditarmos em tudo, sentirmos as visões ou aparições de todas as pessoas que as encontram. Todos nós acreditamos em alguma coisa, mesmo quem não acredite, acredita que não acredita, mas acredita. Em Fátima aconteceu alguma coisa de extraordinária ou não existiu, pensam uns e outros. Sobretudo o que interessará é que uns e outros estejam de acordo na tolerância e nas suas diferenças. Ataques soezes, como já verifiquei, de alguns, iluminados?, a atacarem quem fornece uma interpretação teológica sobre o situado em Fátima, é, no meu entendimento, usura e pouca capacidade de entender que as pessoas não são todas iguais, assim como aqueles que não acreditando, lançam farpas envenenadas, só podem estar possessos da sua própria incapacidade de convivência. Ou então aqueles que se vergam a sacrifícios inúteis negociando com Deus, e se atiram a todos os que colocam as suas dúvidas, só podem ser enfermos necessitando de médico.
2.- A convivência é salutar, as opiniões também, desde que não ofendam o legítimo direito de concordar ou discordar. Por isso o respeito integral pela dignidade da pessoa humana e das suas opiniões deverá ser absolutamente respeitado, e mais, compreendido e aceite, seja qual for a opinião. Como disse opiniões e afirmações existem variegadas sobre Fátima. Oportuno se torna referir aqui o último filme sobre as peregrinações a Fátima, o filme “Fátima”, onde o seu realizador João Canijo coloca em destaque o percurso de 11 mulheres em peregrinação de Vinhais a Fátima, e qual este caminhar (ver o percurso e a opinião sobre o filme do investigador Daniel Ribas, na revista “ípsilon”, do jornal Público, de 28/4/2017), onde não existe um pronúncio sobre a Fé, mas a realidade vivida nas peregrinações a Fátima.
3.- Destaque também para alguns livros editados neste momento. Um do Bispo-delegado do Conselho Pontifício da Cultura do Vaticano, o portuense Carlos Azevedo, onde se faz uma leitura teológica daquilo a que chama “visões” dos pastorinhos, diferente de “aparições”. Chama-se o livro “Fátima – Das visões dos pastorinhos à visão cristã”, muito bem elaborado colocando o “lugar”, o “situado”, o “teológico”, sobre estas questões, para além da célebre frase “como Nossa Senhora falava com Lúcia, se não sabia português?”, que substantiva todo o “acreditar” que para Deus tudo é possível, e sem meias, nem peias. Outro dos livros do professor universitário padre Anselmo Borges “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo”, sobre o qual me debruçarei em breve. Urgente se torna ver o filme e ler todos os livros, para uma Fé Sustentável, como agora se diria.

Doutorando em Ecologia e Saúde
 Ambiental

08-May-2017 às 12:50, Ana Sofia Silva

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