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A cor dos números primos

A cor dos números primos

Opinião de Nelson Ferraz.

o 1 é um número engraçado. existe, indivisível, na sua própria unidade. 
até que, um dia, acaba. 
às vezes, diz-se, o 1 foi um bom 1.  às vezes, diz-se, o 1 foi um mau 1.
às vezes, bom ou mau, o 1 deixa, simplesmente, de poder continuar a ser o 1.
são aritméticas. são matemáticas. são leis.
que fazer, depois?
bem, não é linear que, ao 1, deva seguir-se, inevitavelmente, o 2.
embora possa não parecer, isso é, normalmente, um erro. fruto da vaidade incontida.
uma coisa habitual no 2. 
uma ânsia, um vício de poder que só acontece, quando o 2, não satisfeito com aquilo que tem enquanto 2, faz o que for preciso para ser o 1.
não, não é transparente que, ao 1, deva seguir-se o 2. 
mas a fome é negra e o 2 chega-se à frente.
mas a fome é negra e o 3 espreita.
mas a fome é negra e até o 5 pensa que poderá ser uma hipótese. 
o 1 está, quase, a acabar. 
as coisas mudam, mesmo para os números. 
há menos números nos gabinetes.
agora, misturam-se todos. sorriem fácil, como nunca. sem vontade, como sempre.
andam por aí. mostram-se ao povo. mostram-se aos fotógrafos. mostram-se às notícias.
somos primos, somos primos, garantem.
e o 1 triste, por ser o fim . 
e o 1 alegre, por poder, talvez ser outro 1, numa outra aritmética.
há menos números nos gabinetes.
andam por aí. mostram-se ao povo. mostram-se aos fotógrafos. mostram-se às notícias.
somos primos, somos primos, confirmam.
o 1 está quase a acabar. 
as coisas mudam, mesmo para os números
os números começam a juntar-se.
andam, por aí. perto de tudo o que mexe.
mas quem anda, mesmo, por aí, destacado, é o 2.
contabilizando todos os votos que não sejam de castidade.
foi, assim, que o 1 fez? pois, talvez fosse. 
já foi há tanto tempo…
mas as coisas mudam, mesmo para os números.
o 1 costumava enviar recados sistemáticos para serem ditos, nos eventos que coincidiam, sempre, com outros afazeres, próprios de um 1 a sério e de agenda cheia.

mas, agora, a época é de caça. de ciclo novo. as coisa mudam. as atitudes mudam-se.
os gestos são estudados ao pormenor. e há números, desconhecidos, no horizonte.
e o 1 triste, por ser o fim . 
e o 1 alegre, por poder talvez ser outro 1, numa outra aritmética.
e assim, os primos dão uma vista de olhos nas agendas.
há concertos, desporto, exposições, poesia. como, sempre, houve.
engraçado. como sempre houve.
o 1 continua a não querer ou a não poder ir.
mas, se calhar, alguém deveria ir, pensam os primos.
não. o 2, não vai. não será diferente do 1. não quer ser diferente. não, não vai.
o 3, também não. o 5, também não.
vai o 7, vai o 11, vai um primo qualquer. 
quem quer que vá, com ar enjoado e risonho, irá dizer: 
estou, aqui, em representação do 1. 
e, pronto. cumpre. bem, pensa que cumpre.
o 1 está quase a acabar. 
as coisas mudam, mesmo para os números. 
que fazer, depois?
e se o 2, o 3, o 5… e se todos falharem?
bem, haverá, sempre, um primo disponível. alguém que queira ser o 1.
alguém que possa ganhar, mesmo que seja desconhecido de todos os que contam.
e, se for necessário, vai buscar-se o primo 379 que vive lá para os lados do cu de judas.
pela cor, dará, com certeza, um bom autarca.
o essencial é que seja primo. 
aliás, é imprescindível que seja primo.
09-May-2017 às 12:35, Ana Sofia Silva

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