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World Press Photo, 2017

World Press Photo, 2017

A Exposição World Press Photo, 2017, patente ao público no Fórum da Maia até 16 de junho, traz ao Norte de Portugal e Galiza a oportunidade de ver as imagens vencedoras do 60.º concurso anual, selecionadas a partir de um total de 80.408 imagens produ

Referência mundial do fotojornalismo, a exposição dá a conhecer ao público, através das imagens premiadas pela World Press Photo (WPP), algumas das questões cruciais com as quais povos e sociedades de todo o mundo se defrontam na atualidade e que, em muitos casos, se repercutem além das suas fronteiras e mesmo à escala global.
«A Exposição está na Maia, mesmo sem a ajuda do Ministério como acontece em Lisboa».
Para o vice-presidente da CM Maia, Silva Tiago, é importante ter a WPP na Maia «o fotojornalismo retrata o mundo de hoje e dá-nos uma importante visão global expressa pela arte fotográfica. Nesta exposição apenas encontramos fotografias já publicadas e, o que se passa nos jornais, traduz o mundo e o que acontece no mundo de hoje. É um evento de qualidade que, como muitos que realizamos, trazem pessoas à Maia. É uma marca forte que em Portugal só existe em Lisboa e na Maia. Este evento marca um privilégio de usufruir deste fotojornalismo de excelência, pelo que deve continuar e devemos fazer tudo para o continuar no próximo ano, na mesma de forma gratuita apesar de não termos nenhuma ajuda como Lisboa teve do Ministério da Cultura», criticou, acrescentando que «é para a CM Maia, uma preocupação trazer a cultura à comunidade e como tal assumir esses custos, mesmo sem ajuda do Estado. Fazemos isso em muitas outras áreas do Desporto à Acção Social. É preocupante a pressão sobre os fotojornalistas no seu trabalho»
A foto do ano para a WPP, é da autoria de Burhan Ozbilici, fotógrafo turco da Associated Press e que descreve o momento em que o polícia Mevlut Mert Altintas, estava armado, gritava e esbracejava, instantes depois de ter assassinado a tiro o embaixador russo na Turquia.
Motivo para a conversa com Yi Wen Hsia, a Comissária da exposição de este ano.

Pergunta: Como é que se organiza uma exposição como a WPP
Yi Wen Hsia: Esta exposição corre o mundo. Viajamos para todo o lado, para 45 países, onde apresentamos em 90 locais. Fazemos a exposição de forma compacta, trabalhamos com profissionais, seja a nossa equipa interna ou a local, temos sempre alguém do júri, neste caso o secretário está connosco e também o presidente Stuart Franklin. Escolhemos imagens que o júri pensa serem importantes para contar a história do ano. Quando vemos uma imagem que inclui uma historia, incluímos na exposição e então a partir dai pegamos nas imagens que contam a historia completa, infelizmente não colocamos todas as imagens, mas as mais representativas. 

P: Quantas estão?
YWH: Ao todo podem encontra-se nesta exposição 152 imagens distribuídas por 62 painéis.

P: O que pensa dos debates deste ano?
YWH: São sempre interessantes. O nosso júri é independente, pega nas imagens que pensa serem mais representativas e seleciona-as. Acho todo este processo muito interessante o que para mim é muito importante porque tive a oportunidade de as ver todas e foram motivo de largo debate. Discutimos o que representa a fotografia, o papel do fotojornalismo e as contribuições que podem dar, por isso, é importante ter opinião sobre o assunto.

P: Debates ou fotojornalismo?
YWH: Há vários tipos de discussão, sobre a imagem que venceu, sobre promover o terrorismo e outras. Algumas pessoas dizem que não, outras pensam de forma diferente, mas vale a pena. O nosso júri escolheu esta imagem como vencedora porque o Burhan Ozbilici teve capacidade para captar imagem no tempo certo e contar a historia em imagens, onde conseguimos perceber todos os elementos que a compõem. Este foi o motivo porque o júri a escolheu. Algumas pessoas acham-na controversa. Nela conseguimos ver a imagem do assassínio do embaixador, uma imagem impactante forte. Este dedo espetado no ar. Vê-se essa imagem por todo o lado e talvez pelo impacto forte, algumas pessoas podem realmente achá-la controversa.

P: Quais pensa serem as dificuldades do fotojornalismo nos dias de hoje?
YWH: Acho que há muitas, mas talvez a mais importante é o grande desafio da pressão sobre os fotojornalistas no seu trabalho. Há uma associação que é “Repórteres Sem Fronteiras” que refere casos de vários jornalistas a serem pressionados ou ameaçados no seu trabalho. Por outro lado, se olharmos para o jornalismo na europa, um continente em democracia, há um grande declínio nas noticias jornalísticas, pois vivemos numa era digital importante onde toda a gente tira fotos com telemóveis, mas por outro lado, conseguimos ver e comparar o importante trabalho do fotojornalista e a diferença entre o amador e o profissional, na história, nos detalhes, na técnica, no trabalho que faz um todo da notícia.

P: Pensa que este tipo de exposição ajuda a melhorar a importância da fotografia?
YWH: Sim. Penso que visitar a exposição despoleta emoções diferentes. Assim espero que os ponham a pensar sobre o mundo, sobre diferentes perspetivas. Um dos nossos objetivos é que as pessoas pensem nas imagens e pensem no fotojornalismo como a importância ou a vantagem da imprensa escrita e que capte atenção para este tipo de jornalismo e publicação.

P: O Fotojornalismo reflete o estado do mundo?
YWH: Penso que só parte, se calhar uma parte significativa, os jornalistas escolhem um tópico e desenvolvem-no em muitas etapas. O que se vê aqui é uma parte, importante, mas longe de refletir a globalidade do que se passa no mundo.

P: Algum tema dominante este ano?
YWH: Sim, sem dúvida, a temática dos refugiados e a relação da relação dos humanos com a natureza, mas entre muitos outros temas que são importantes.
Temos 8 categorias, todos os tópicos são importantes, algumas fotos são muito explicitas, mas cada uma mostra o que passa no mundo, não se pode dizer que é só direitos humanos, só violência, porque os motivos são muitos.
É muito importante que as pessoas saiam de casa, se dirijam a esta galeria, venham ver até porque é diferente ver a imagem no computador e ver no papel, transmite-nos mais, observamos e pensamos o pormenor, transporta-nos para o centro da notícia. 

Imagens

07-Jun-2017 às 16:16, Ana Sofia Silva

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