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LIGA: Benfica passa teste do Dragão, e Sporting encosta ao FC do Porto

LIGA: Benfica passa teste do Dragão, e Sporting encosta ao FC do Porto

Era enorme a expetativa, os adeptos ansiavam pelo clássico e pela definição que este poderia trazer à liga, mas no final ninguém venceu, e quem beneficiou foi o Sporting que assim chegou ao primeiro lugar repartido.

Perante 49809 espetadores foi mais um clássico no Dragão. Normalmente “quentinhos” pela rivalidade secular, agora acicatada pelo facto do FC do Porto ter começado a apresentar emails que revelam suspeitas sobre as redes de influência do clube da Luz nas suas relações com as diversas autoridades desportivas.

Começou melhor o Benfica, ao ataque, encostando o Porto à sua baliza e quase marcando por duas vezes, até aos 12 minutos, com José Sá a sair com vigor perante a hipótese de Luisão rematar de cabeça na pequena área. Pelo meio, Felipe arriscou um cartão amarelo numa falta sobre Jonas, ficando-se Jorge Sousa pelo aviso.

Daí em diante, o jogo ficou mais equilibrado, com o Porto a partir em vários contra ataques que normalmente pouco passavam do meio campo. Perigo só voltou a haver desta feita pelo Porto quando aos 30m, Brahimi, sai em rápido, lançando Marega na direita, este mete a 5ª, velocidade sendo travado por Jardel à entrada da área quando ficaria com tudo para chegar à vantagem. Do lance resultou um canto, sem qualquer resultado, mas teve o dom de aquecer a equipa da casa que começou a pressionar, e a criar algum perigo para as redes de Bruno Varela, embora sempre em contra ataque. Com a pressão, Luisão excedeu-se num corte e viu o primeiro amarelo da noite, quando iam decorridos 36 minutos.

Emoção já só sobre a hora de intervalo com o Porto a reclamar uma mão dentro da área de Luisão, a que Jorge Sousa não anuiu após consulta ao VAR Hugo Miguel.

No reinício o Porto apareceu mais afoito, tendo logo hipótese de marcar por Brahimi aos 49m, a que Marega falhou a recarga, estando em boa posição.

Aos 56 m o Porto marcou por Herrera numa recarga, mas é assinalado fora de jogo a Aboubakar, aparentemente uma decisão errada de Jorge Sousa que as câmaras poderão confirmar ou desmentir. Logo a seguir Marega entra na área, e já sem marcação atira às redes laterais, falhando nova excelente oportunidade. Continuava o Porto a pressionar, e o recém entrado Otávio caía na área, mas Jorge Sousa mostra-lhe o amarelo por simulação. Aos 63m, foi a vez de Herrera rematar cruzado na esquerda com a bola a sair a centímetros da baliza encarnada. Era a confirmação do melhor momento dos Dragões nos primeiros 20 minutos da etapa complementar.

Aos 67 m, na marcação de um canto, a bola sobra para Felipe que remata de pronto passando novamente a rasar o poste de Bruno Varela. Logo a seguir, novamente Felipe centrou uma bola tensa que passou bem frente à baliza, falhando Aboubakar a interceção de cabeça por uns meros milímetros. Logo de seguida aos 75 m, Sérgio Conceição faz entrar Soares para o lugar de Aboubakar, sinalizando a intenção de reforço de ataque da equipa da casa, e da tentativa, clara, de vencer a partida.

Do lado do Benfica a resposta aconteceu aos 79m num remate de Krovinovic, com a bola a passar ao lado do poste esquerdo. Passados 3 minutos o recém-entrado Zivkovic, que já havia visto um amarelo, voltou a exagerar na intensidade e desta forma Jorge Sousa mostrou-lhe o segundo amarelo, e respetivo vermelho, ficando o Benfica com apenas 10 elementos em campo. Não obstante a oportunidade seguinte foi mesmo do Benfica com um remate de Krovinovic a que respodeu no minuto seguinte Marega com uma intereção falhada mesmo à boca da baliza.

Mas não ficaria por aqui Marega, que já no último minuto de descontos saltou a um cruzamento da direita, rematou de cabeça, mas muito por cima da trave da baliza forasteira, naquela que seria talvez a mais flagrante, e derradeira, oportunidade do encontro.

Para a história fica uma primeira parte em que o Benfica teve mais posse, criou oportunidades e sobretudo não deu iniciativa ao Porto. No segundo tempo foi a vez do FC do Porto dominar, criar uma boa meia dúzia de oportunidades, três das quais desperdiçadas por um nada eficaz Marega.

No cômputo geral foi um jogo muito intenso, sobretudo na etapa complementar, justificando-se o empate pelo empenho de ambas as equipas. Talvez um golo para cada lado justificasse melhor o esforço, mas quando os avançados estão em dia não, diríamos que poderiam ficar ali a noite toda a tentar.

Com este resultado o Sporting, que de tarde havia vencido o Belenenses, colou-se na primeira posição ao até agora líder FC do Porto, ficando o Benfica com os mesmos 3 pontos de atraso, mas talvez com a moral melhorada por ter não ter sido batido no campo do seu rival direto.

Registo ainda para o ambiente desanuviado que se viveu no final do encontro entre as equipas e seus membros, com cumprimentos repartidos, alguns até efusivos, e portanto bem diferente do que se vai passando fora das quatro linhas, isto mesmo depois do desaguisado que aconteceu aos 90 minutos entre um elemento do banco do Benfica e Marega, e que que haveria de motivar a expulsão do primeiro.

Como o futebol seria bem mais bonito se fosse sempre assim.

Na hora da conferência de imprensa, Rui Vitória, faz a seguinte análise: “Nunca ficamos satisfeitos quando não ganhamos, mas defrontaram-se duas boas equipas, num jogo bem disputado, a primeira parte é nossa, a segunda é do Porto. Saímos com os mesmos 3 pontos de diferença. Não estou totalmente satisfeito, mas não estou triste. Há uma semana faziam-se contas que estaríamos agora a 8 pontos do Porto, e não estamos, estamos a 3 pontos apenas. Não quer dizer que vamos ser campeões, mas quem tinha a visão de estarmos arredados do título, e nós vamos cá estar para a luta, porque somos treta campeões e sabemos que o que conta é no fim.”

Chegada a vez de Sérgio Conceição, este disparou: “Entramos no jogo, deparamos com um Benfica forte, e depois de uma situação com o José Sá, penso que a equipa sentiu a entrada forte do Benfica. De qualquer das maneiras depois dos 20 minutos em que o Benfica não criou perigo, começamos a equilibrar com ascendente do FC do Porto. Não houve situações claras de golo, mas uma situação de penalti que todos os comentadores são unânimes em considerar que existiu. Tem que se por cá fora a comunicação entre o árbitro e VAR. Penso que é um penalti claro, haveria expulsão do Luisão e o jogo seria completamente diferente. Na segunda metade começamos a criar inúmeras situações claras para fazer golo, e fizemos um golo limpo que nos foi anulado. Em 5 dias são 4 pontos, um penalti claro perdoado nas Aves, e hoje outra vez. Vocês tendem a dizer que lá estamos a criar ruído, mas o Benfica ficaria mesmo a 8 pontos. Hoje se o jogo acabasse 4-1 não seria escândalo nenhum. Com situações óbvias não há que ter medo das palavras, pois há um ponto em que é demais, porque temos seis ou sete penaltis limpos que não foram marcados. De qualquer das formas a nossa determinação é a mesma, e continuaremos focados em vencer o campeonato.”

Imagens

02-Dec-2017 às 0:05, Francisco Bacelar

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