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Politica Municipais em Saúde: para quando o sucesso junto dos munícipes?

Politica Municipais em Saúde: para quando o sucesso junto dos munícipes?

Opinião de Ricardo Oliveira.

A descentralização das competências do estado há muito que ocupa diversos fóruns de debate politico. Aclamada por uns, odiada por outros, lentamente tem vindo a impor-se como uma das medidas politicas de governação mais sensatas.

Nada se faz sem dinheiro… mas estas medidas até podem ser poupadoras.

A saúde, em particular, carece muito de proximidade com quem mais precisa, ou seja com quem está doente. Contudo, constatam-se vicissitudes inerentes a determinadas partes do país que permitem diferenciar necessidades em saúde e, por isso, alertam para a intervenção em  áreas privilegiadas de promoção em saúde e em diferentes níveis de prevenção (Primordial, Primário, Secundário, Terciário, Quaternário ou mesmo Quintenária). A realidade de Faro não é a mesma da da Maia. Então porque é que as políticas são iguais?

A descentralização em Saúde deve, no caso da Maia, alicerçar em 2 pilares fundamentais: na proximidade com o doente, e na antecipação das respostas às necessidades de Saúde da população.

Para que esta seja uma realidade, já contamos com as excelentes infra-estruturas do concelho (fruto de um investimento bem pensado ao longo dos tempos).

A Maia será mais próxima dos seus cidadãos se tiver a ambição de potenciar um serviço de atendimento mais prolongado e fora das horas laborais.

Será mais próxima se conseguir articular equipas locais de cuidados paliativos dentro do ACeS Maia Valongo, com as suas camas de internamento domiciliário, bem como a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), a Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) e a sua Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP). Coordenando esta multidisciplinaridade de meios o doente será menos dolente, com maior utilização de recursos e com menor intervenção hospitalar.

Será mais próxima se integrar sistemas de telemedicina de forma a poder integrar cuidados de saúde primários com os secundários.

Será mais próxima se tiver programas educacionais, começando nos mais jovens, bem como estruturas como lares, internamentos de cuidados continuados e de paliativos em número adequado aos seus munícipes.

Esta realidade já começou. Ainda esta semana se iniciou um protocolo de saúde escolar… Contudo, trata-se de algo complexo que deve ser bem pensado, mas sobretudo bem gerido.

O potencial na Maia para cumprir a descentralização existe. Urge mudar a visão hospitalocêntrica da saúde! Os recursos humanos são de excelência… e vontade política central? Cá estaremos para julgar…

 

 

Ricardo Filipe Oliveira,

Médico;

Pós graduado em Acupunctura Médica

Doc. Universitário UP;

Lic Neurof. UP;

Mestre Eng. Biomédica FEUP,

Med.ricardofilipeoliveira@gmail.com

Www.ricardofilipeoliveira.com

Não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico.

06-Dec-2017 às 15:22, Ana Sofia Silva

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