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«Maia, sorrir para a Vida!»

«Maia, sorrir para a Vida!»

Na passada quinta-feira, 17 de janeiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Maia, decorreu a apresentação pública do “Plano Estratégico Maia 2028”.


Foram muitos os maiatos que quiseram conhecer a “visão” de António Silva Tiago para a Maia dentro de 10 anos. Orador convidado foi Carlos Melo Brito, professor da Faculdade de Economia do Porto, que dissertou sobre “A importância de um plano estratégico para um território”, considerando que a Maia tem potencial para ser um «município invejável», onde as pessoas queiram viver e trabalhar. Projetar o futuro passa por, segundo Carlos Brito, elevar a fasquia em determinadas áreas, nomeadamente na mobilidade, espaços verdes, entre outros, e ainda atrair investidores. Uma «referência, em 2018, para outros municípios», a Maia espera agora melhorar todas as áreas e ultrapassar os prórpios limites num projeto para os próximos 10 anos.


Futuro com mais confiança

Seguiu-se António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, que aludiu ao facto do futuro ser inevitável e ter consigo coisas boas e más «podemos ser passivos e aceitar o que, de bom ou de mau, a sorte e circunstâncias nos reservarem» ou, por outro lado, explica, «podemos ser, já hoje e todos os dias que se seguirem a hoje, agentes provocadores do nosso Futuro coletivo, usando a nossa inteligência e esforço comum para que na balança da nossa comunidade pese cada vez mais o prato da felicidade». 

Diz não ter dúvidas de que «a Maia sempre escolherá esta última opção. Isso está na sua essência identitária desde antes da nacionalidade: basta lembrar que a ideia do futuro que um dia germinou na Maia, veio a gerar Portugal» e, refere, que tem, para si, claramente traçado para que serve uma cidade, descrevendo, em «traços grossos», que esta «serve para maximizar a felicidade dos indivíduos e das famílias e minimizar as suas dificuldades. É do reconhecimento de que, enquanto comunidade, partilhamos um destino comum, que nasce a empatia e a cooperação entre pessoas, valores que permitem encarar os desafios do Futuro com mais confiança. A liderança de uma comunidade vibrante, dinâmica e todos os dias mais exigente como é a Maia, é uma tarefa de grande complexidade e, sobretudo, de elevada responsabilidade. Exige um constante equilíbrio entre o Pensar e o Agir; uma dialética constante entre a conceptualização da Maia que queremos ser e a execução rigorosa, quase matemática, desse desígnio».


Mas, afinal o que é o Maia 2028?

Segundo Silva Tiago «é um plano claro e muito objetivo, uma ferramenta de orientação fundamental e muito prática», ou seja, «onde se respire uma atmosfera amiga e responsável e onde todos contem e sejam importantes, instalada num território inteligente, focado no caminho do progresso e desenvolvimento, por forma a que a Maia que daí resulte seja um ecossistema humano feliz e vibrante; inspirador e gerador de confiança no futuro», disse.

António Silva Tiago compromete-se com os maiatos a encontrar os meios necessários para a concretização do plano e a envolver e mobilizar todos nesta missão. «Assumo desde já, de alma e coração, um compromisso de dedicação e firme responsabilidade na construção do Futuro da nossa comunidade, e conto todos os maiatos para me acompanharem neste desígnio de fazer a Maia Sorrir para a Vida». 

A autarquia acredita que a Maia, em 2018, era uma cidade que reunia, em si mesma, três fortes adjetivos, entre eles:

Equilibrada, «com boa qualidade de vida, verificada através da qualidade da saúde e na promoção de estilos de vida saudáveis, no equilíbrio entre o trabalho e o lazer, na aposta na educação e no conhecimento, no forte envolvimento social e na consistência governativa, na qualidade ambiental e na segurança»;

Holística, «com boas oportunidades de trabalho e rendimento, capaz de atrair investimento e criação de riqueza, qualidade do parque habitacional, rede viária e acessibilidades, onde é bom viver individualmente e em família»;

Estável, «com robustez económica e financeira, o que permite cuidar continuamente do que existe, fazer novos investimentos e assegurar o futuro». 

Até 2028, a Missão passa por «promover a qualidade de vida dos maiatos, criando oportunidades geradoras de riqueza, fomentando a solidariedade e inclusão social, e garantindo a sustentabilidade ambiental», naquela que consideram ser uma «Smart city de referência na Europa no uso de tecnologias digitais, destinadas a promover a mobilidade urbana, a eficiência energética, o acesso à informação, a qualidade dos serviços públicos e privados, e a criação de negócios intensivos em conhecimento;

Cidade amiga, equilibrada e responsável, solidária e inclusiva, realizada e feliz, onde todos contam e são importantes num território que existe para ser vivido;

Município inteligente, estimulante e inspirador, focado no caminho do progresso e desenvol­vimento, capaz de assegurar confiança no futuro».


4 Objectivos estratégicos

- Criar condições para a adoção de estilos de vida saudáveis; 

- Preservar a natureza e utilizar de forma inteligente os recursos naturais e energéticos; 

- Atrair investimento gerador de riqueza e de oportunidades de trabalho; 

- Promover a integração e interação social na construção de uma comunidade coesa e sustentável

São estes os quatro objetivos estratégico 2028 que a autarquia apresenta, que se regem segundo três eixos estratégicos delineados para a meta 2028, entre os quais: 


Qualidade de vida e vivência do território

- Promoção de estilos de vida saudáveis;

- Aposta no planeamento urbano que garanta uma cidade respirável com um parque habitacional de qualidade enquadrado numa atmosfera saudável;

- Proximidade a escolas de elevada qualidade, com padrões de ensino inovadores e estimulantes;

- Oferta desportiva ímpar que crie condições para a prática desportiva enquanto fator diferenciador do estilo de vida da Maia;

- Aproximação dos maiatos à cultura nas suas múltiplas expressões, potenciando a elevação social, a criatividade e multiculturalidade;

- Aposta no design urbano enquanto fator distintivo de uma estética harmoniosa da cidade.


Sustentabilidade integral

- Aposta em investimentos que assegurem a longevidade saudável do município;

- Desenvolvimento de políticas pró-ativas de atração de investimento, tendo por base a diversidade de setores de atividade, enquanto fator de garantia de oportunidades de trabalho e de geração de riqueza;

- Aposta nos recursos hídricos enquanto fatores de agregação e convívio social;

- Reforço do investimento na recolha e tratamento de resíduos;

- Promoção de políticas ecológicas que tornem o município ainda mais verde, aumentando a diferença de área verde tratada por habitante e criando condições para que sejam locais integrantes do dia-a-dia dos maiatos;

- Aposta na mobilidade suave e na diminuição da pegada ecológica.


Conectividade e desenvolvimento tecnológico

- Promoção da mobilidade e fluidez da circulação dentro do município e nas vias de comunicação com outras geografias;

- Aposta no uso de novas tecnologias de informação e comunicação nas escolas de forma a promover a ligação entre alunos, professores e pais;

- Expansão da economia digital no parque empresarial, enquanto fator de diferenciação das condições oferecidas à criação e instalação de empresas;

- Disponibilização de meios digitais nos locais públicos, com informações úteis à vivência do território.


Como idealizam a Maia em 2028?

Para o edil maiato, «é uma pergunta claramente desafiante, mas também muito estimulante, mobilizadora e agregadora, cuja resposta possível está no caminho que formos capazes de ir construindo até lá, tendo sempre presente o mapa concetual da nossa visão estratégica e prospetiva. A visão estratégica para 2018 assenta em quatro valores que considera «essenciais e vão muito além de um plano global»: em primeiro as pessoas – todas as pessoas contam e são importantes; depois o território – um território que existe para ser vivido; a economia – inspirada no Município inteligente, estimulante e inspirador que facilita o progresso e o desenvolvimento; e a tecnologia ao serviço das pessoas, do território e da economia, num ecossistema circular em que estes fatores se conjuguem de forma harmoniosa e equilibrada.


24-Jan-2019 às 9:54, Ana Sofia Silva

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