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Paulo Morais: «Ajustes directos numa câmara devem ser excepção, não norma»

Paulo Morais: «Ajustes directos numa câmara devem ser excepção, não norma»

Após a sua apresentação pública no passado mês de outubro, a Plataforma de Candidatura à CM Matosinhos, nas Autárquicas de 2021, “Matosinhos Independente”, realizou ao final da tarde do passado sábado, 19 de janeiro, o seu 1º Encontro, que teve lugar

O 1º Encontro da candidatura MI - Matosinhos Independente, encabeçada por Joaquim Jorge, contou, na primeira parte, com a presença de Paulo Morais, presidente do Movimento Frente Cívica, que abordou o tema "Negócios nas Câmaras: Urbanismo e Boys".

Paulo Morais foi a primeira personalidade a participar nestes encontros, mas, segundo Joaquim Jorge, outras estão na calha, entre os quais António Capucho, Fernando Nobre, Francisco Ferreira, Garcia Pereira, Henrique Neto, Joana Amaral Dias, José Milhazes, Luís Osório, Sofia Vala Rocha, entre outras.

Para Paulo Morais o que mais o "chateia" é «a mentira e a falta de transparência». O político deu, como exemplo, o Orçamento de Estado que «atingiu 90 000 milhões de euros e que há 4.000 milhões que nem sequer estão explicados».

Em relação às autarquias afirma que existem dois pecados no poder autárquico. «O primeiro é o Urbanismo, e é aqui que a corrupção é mais dramática. O Urbanismo tem como objectivo planear o território em função do interesse colectivo onde se deve fiscalizar o que foi planeado, mas não há um município onde isto funcione como deve ser! Existem roubos à comunidade, há constantemente licenciamentos sem fiscalização». Comparou os mecanismos dos cartéis de droga com as margens de lucro de 800%, 900%, aos da imobiliária municipal que diz serem «exactamente iguais».

«O segundo são os "Boys", a estrutura de recursos humanos das câmaras. Criam e distribuem empregos por boys partidários incompetentes que gerem mal o dinheiro público e, ainda por cima temos que lhes pagar. A maioria das vezes, muitos desses empregos não são necessários, são criados propositadamente para dar emprego aos amigos, deixando muitas vezes de se contratar as pessoas que são necessárias e especializadas para aquilo que é realmente necessário». Paulo Morais explicou «só por milagre é que as pessoas que são boas a fazer comícios, são boas nas águas pluviais».

Quando questionado por Joaquim Jorge, sobre quais os conselhos que daria a um Presidente de Câmara em relação a concursos públicos e ajustes directos, Paulo Morais respondeu «por norma, não deve haver ajustes directos, só excepcionalmente e que o interesse público assim o exija». Acrescentou ainda que «os concursos públicos devem ser a norma e deveria existir um controlo externo, com a devida transparência com sites de acesso público onde todos nós consigamos saber onde se gasta o dinheiro público».

Na 2ª parte do encontro, já sem a presença de Paulo Morais, foi apresentado publicamente, por Joaquim Jorge,  o 1º proponente da candidatura Matosinhos Independente: Maria Lídia Viterbo Silva Cruz, licenciada em Filologia Românica, professora de Português do Ensino Secundário no Agrupamento de Escolas Abel Salazar, em São Mamede Infesta. Joaquim Jorge acredita que esta é também «uma forma de homenagear os professores de Matosinhos e de Portugal». Seguiram-se os restantes proponentes das freguesias: Joaquim Machado, Maria Manuel Guerra, Maria José Fabião e Sérgio Santos.

Deu-se assim início à recolha das assinaturas, Joaquim Jorge frisou que «assinar não é apoiar, mas permitir que o MI possa concorrer em 2021», esperançado que os matosinhenses dêem «o seu aval, neste processo que exige 15.000 assinaturas», por ser uma candidatura independente.

Imagens

25-Jan-2019 às 9:20, Ana Sofia Silva

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