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Efacec fez balanço positivo do 1º ano da unidade de Mobilidade Elétrica

Efacec fez balanço positivo do 1º ano da unidade de Mobilidade Elétrica

Um ano após a empresária angolana Isabel dos Santos, acionista maioritária, ter inaugurado a nova unidade industrial destinada à Mobilidade Elétrica, na Maia, a Efacec faz um balanço positivo do desempenho desta área de negócio.

Com um investimento total de 2,5 milhões de euros, anunciado à data da inauguração, a Efacec registou um crescimento de 100% no primeiro ano de laboração, recrutou mais 100 pessoas e triplicou a capacidade de produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos. A nova unidade industrial permitiu ao grupo controlado pela empresária angolana Isabel dos Santos aumentar o volume de negócios de 17, registados em 2017, para 36 milhões de euros, confirmados no ano passado. A produção a larga escala permitiu que a produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos triplicasse.

O balanço foi apresentado na manhã do passado dia 7 de fevereiro, nas instalações da Efacec, na Maia, e contou com a presença do Comissário Europeu para a área da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

Atualmente, a área de negócio da Mobilidade Elétrica representa 6% do total da atividade da Efacec, cuja faturação ascendeu aos 400 milhões de euros em 2017. O objetivo é que, num futuro próximo, passe a representar 15%. Atingir um crescimento do volume de negócios de dois a três dígitos anualmente nos próximos anos, chegando perto da barreira dos 100 milhões de euros, é o objetivo desta aposta estratégica.

Para este verão, a Efacec prevê a construção de uma nova unidade industrial dedicada às áreas de automação de sistemas de energia. Investimento ronda os 5 milhões de euros, com a criação de cerca de 50 postos de trabalho.

 

Exportação reforçada

Segundo Mário Leite da Silva, presidente do Conselho de Administração da Efacec, «os resultados positivos atingidos na área da Mobilidade Elétrica demonstram que a estratégia delineada em 2015 estava certa. Esta empresa foi capaz de se reorganizar e de se reinventar, inverter um ciclo menos positivo e regressar aos lucros. Este é um caminho que importa prosseguir, não está concluído. A aposta no I&D para conceber produtos e soluções tecnologicamente inovadoras é um fator decisivo para o futuro da Efacec, permitindo-lhe dar um contributo significativo para a dinamização e diversificação da economia nacional, para as exportações e para a criação de postos de trabalho qualificados e sustentáveis»

A unidade industrial reforça a capacidade exportadora da Efacec para mercados exigentes e sofisticados, nomeadamente Estados Unidos da América e Europa, que representam cerca de 90% do negócio. Atualmente os carregadores para veículos elétricos desenvolvidos pela Efacec estão presentes em todo o mundo, presentes em 45 países, de norte a sul (da Lapónia à África do Sul) e de oeste a leste (do Havai à Austrália). Através da sua área de Mobilidade Elétrica, a empresa produz uma gama completa de carregadores para veículos elétricos para os segmentos privado, público, rápido, ultrarrápido e wireless.

Pioneira na área da mobilidade elétrica e líder mundial na produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos, a Efacec materializa nesta nova unidade industrial a aposta continuada em I&D e em engenharia de produto. Esta infraestrutura, que incorpora as melhores práticas no setor ao nível de tecnologia e de engenharia, foi concebida a pensar numa produção em larga escala de carregadores rápidos.

 

Efacec preparada para desafios futuros

«Um futuro com mais tecnologia, mais qualidade, mais produtos, mais postos de trabalho e mais exportação» foi a receita a que a Efacec se propôs cumprir com a inauguração da nova unidade industrial, ao reforçar a ideia de que «a mobilidade elétrica é o futuro» e que «este é um projeto que traduz e reforça a missão da Efacec».

Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, sublinhou a oportunidade que a Mobilidade Elétrica constitui para o desenvolvimento de negócios e para a internacionalização da marca Efacec. «Para além de todas as competências que tem ao nível de carregamento rápido e ultrarrápido, a Mobilidade Elétrica é uma grande oportunidade para a Efacec potenciar as suas principais competências nas áreas da energia, onde fornece soluções para toda a cadeia de valor, desde a geração à distribuição de eletricidade, e da mobilidade, onde tem credenciais em transportes movidos a eletricidade», referiu, ao acrescentar que «o futuro passa por soluções integradas de energia, que aliem a Mobilidade Elétrica à geração de energia limpa, o armazenamento e a gestão de micro-redes, sem perder de vista o contributo da automação para as smart cities. A Efacec está preparada para responder hoje, a todos estes desafios futuros do ecossistema energético».

 

«Temos 10 anos para fazer alguma coisa»

Carlos Moedas, Comissário Europeu para a área da Investigação, Ciência e Inovação, apontou um dos problemas que está na origem da sua visita «sabemos que o planeta, desde a época pré-industrial, já aumentou a temperatura em 1ºC e que temos dez anos para fazer alguma coisa. Quem vai fazer isso não são os Governos, mas sim as empresas e a tecnologia. São eles que vão mudar esse paradigma. A nossa prioridade número um, em relação aquilo que é o combate às alterações climáticas, passa por várias áreas, mas existe uma essencial que são as baterias. Como é que conseguimos passar de um paradigma em que temos já a tecnologia, mas que temos que ajudar as pessoas a carregar a eletricidade do automóvel lá em casa de uma maneira fácil e rápida. Essa é a inovação que está a ser feita na Efacec. Que está dentro da prioridade europeia das baterias. É uma empresa que cria emprego, que desenvolve tecnologias, mas que também aposta no país», referiu.

 

Uma Maia «catalisadora, magnética e atrativa» para as empresas

António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, acredita que a Maia é «um município muito catalisador, magnético e atrativo para o mundo empresarial».

A Câmara Municipal da Maia tem vindo a concretizar um conjunto de medidas que visam fazer com que a Maia, seja o primeiro território concelhio com balanço de carbono zero. Recebeu no ano passado a segunda melhor pontuação nos resultados da avaliação dos planos de implementação dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização, promovidos pelo Fundo Ambiental. Agora, explica o autarca, «vamos instalar no centro da cidade o Living Lab, um projeto que ganhamos numa candidatura ao Fundo Ambiental. O projeto arranca daqui a poucas semanas. Vamos criar todas as condições para que, em 2021, na área central da cidade, o balanço de carbono seja nulo. Essa é uma meta que o Governo propôs ser alcançada em 2050. Nessa perspetiva vamos criar, junto ao Fórum, uma estação de serviço, ou seja, um posto de abastecimento de carros elétricos e a hidrogénio», revelou.

Garantida está já, entre outras, a colaboração da Efacec e da Salvador Caetano, que tem, nas suas unidades empresariais, a produção de veículos elétricos e a hidrogénio. Este laboratório irá contemplar cerca de duas mil famílias, que, explica Silva Tiago, «terão que reaprender hábitos». «Há uma série de atitudes que temos no nosso quotidiano que terão de ser reeducadas para conseguirmos que o balanço de carbono seja nulo».

O autarca maiato referiu-se a Carlos Moedas como «uma pessoa técnica e politicamente bem formada». O comissário Europeu, por sua vez, considera a Maia «uma referência daquilo que se faz no país, em relação à indústria e à tecnologia».

Imagens

18-Feb-2019 às 13:15, Ana Sofia Silva

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