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Maia é o 15º Município no Ranking do Poder de Compra

Maia é o 15º Município no Ranking do Poder de Compra

Metade do poder de compra nacional concentrado em 22 dos 308 municípios e a Maia é um deles.

Estudo bienal publicado esta semana pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), referente a 2017, revela existir Poder de Compra superior à média nacional em 32 dos 308 municípios, entre os quais o da Maia.

Tratam-se de municípios maioritariamente localizados nas duas áreas metropolitanas de Lisboa (8 em 18 municípios) e do Porto (6 em 17) ou coincidentes com capitais de distrito. O indicador Percentagem de Poder de Compra (PPC) revela que 22 municípios concentravam 50% do poder de compra nacional. No conjunto, as duas áreas metropolitanas concentravam mais de metade (52%) do poder de compra, apesar de reunirem 44% da população do país.

Nesta edição, foram consideradas 16 variáveis relativizadas pela população residente, que a partir de um modelo de análise fatorial em componentes principais, permitem gerar três indicadores de síntese — Indicador per Capita, Percentagem de Poder de Compra e Fator Dinamismo Relativo. Estes indicadores são apurados ao nível municipal, sendo agregados para NUTS I, II e III, bem como para o país, pela ponderação dos pesos demográficos dos municípios nos diferentes espaços considerados.

 

Indicador per Capita do Poder de Compra

O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra pretende traduzir o poder de compra manifestado, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional (Portugal = 100). A Área Metropolitana de Lisboa (124,1) constituía a única região NUTS II com um valor superior à média nacional. O Algarve, com o valor (99,1) situava-se próximo da média nacional. As três restantes regiões NUTS II do Continente — Norte, Centro e Alentejo — registavam índices de poder de compra per capita relativamente próximos: 92,1 para o Norte; 90,1 para o Alentejo; e 88,3 para o Centro.

Em 2017, em 32 dos 308 municípios portugueses o poder de compra per capita situava-se acima da média nacional, destacando-se os territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto.

A Área Metropolitana do Porto apresentava um valor de IpC (104,4) acima da média nacional. Entre os seis municípios que superavam a média nacional, quatro superavam também a média metropolitana – Porto (157,8), São João da Madeira (135,4), Matosinhos (123,0) e Maia (110,7) –, enquanto Espinho registava um índice de poder de compra de 103,0 e Vila Nova de Gaia um índice de 100,1. Entre os 11 municípios da Área Metropolitana do Porto (num total de 17 municípios) com um poder de compra per capita abaixo da média nacional, evidenciavam-se, com valores mais baixos, Arouca (70,8) e Paredes (79,8).

A análise do IpC por município tendo por referência, em simultâneo, os contextos nacional e regional possibilita avaliar o grau de coesão intrarregional e identificar os municípios que se destacam nesses contextos. Nesta perspetiva, os 308 municípios nacionais distribuíam-se da seguinte forma em 2017:  26 municípios apresentavam um IpC, simultaneamente, acima do poder de compra per capita médio nacional e regional – sobretudo municípios das duas áreas metropolitanas (Lisboa, Porto, Oeiras, São João da Madeira, Matosinhos, Maia, Espinho e Vila Nova de Gaia).

 

Percentagem de Poder de Compra

A Percentagem de Poder de Compra (PPC) é um indicador derivado do Indicador per Capita (IpC) para avaliar o grau de concentração do poder de compra nos diferentes territórios, tendo em consideração que as áreas de maior ou menor poder de compra no território nacional dependem, não só da distribuição do poder de compra per capita pelo país, mas também da distribuição espacial da população residente.

Em 2017, apenas mais 22 municípios concentravam individualmente mais de 1% do poder de compra nacional. Este conjunto correspondia a municípios das áreas metropolitanas de Lisboa (Sintra, Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Amadora, Seixal, Odivelas, Vila Franca de Xira e Setúbal) e do Porto (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Santa Maria da Feira), bem como municípios capitais de distrito (Braga, Coimbra e Leiria).

A análise da concentração do poder de compra nos 308 municípios portugueses, permite constatar que, em 2017, cerca de 7% (22) e 21% (64) dos municípios concentravam, respetivamente, 50% e 75% do poder de compra nacional. Estes resultados sugerem que o poder de compra se encontra associado à dimensão urbana dos municípios e, portanto, territorialmente muito concentrado.

 

Fator Dinamismo Relativo

O Fator Dinamismo Relativo (FDR) pretende refletir o poder de compra de manifestação irregular, geralmente sazonal, e que está relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela atividade turística, traduzindo a dinâmica que persiste na informação de base para além da refletida no primeiro fator extraído da análise fatorial – o poder de compra per capita manifestado nos territórios.

Nota técnica:

O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) está disponível em www.ine.pt, na opção Informação Estatística, Dados Estatísticos, Base de dados.
Fonte: INE

(VER QUADRO EM ANEXO)

Imagens

21-Nov-2019 às 11:20, Ana Sofia Silva

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