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Paulo Rocha lidera os Socialistas maiatos

Paulo Rocha lidera os Socialistas maiatos

Eleições na Concelhia da Maia.

As eleições para a Concelhia da Maia do PS ditaram um novo rumo, como diz o novo presidente na mini-entrevista que lhe dedicamos «a grande diferença deste projeto estará nesta capacidade de diálogo do PS Maia», diz. Mas a “vida” do novo eleito não será fácil no Secretariado e terá que encontrar consensos, dado que a diferença para a lista vencida é de apenas um elemento (16-15). A solução terá de ser encontrada nos seis outros lugares por inerência.


No passado di 1 de fevereiro realizaram-se eleições para a , para a nova estrutura concelhia das MS-ID, Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos e ainda para as seis Secções do Partido Socialista.


Os resultados totais, finais, oficiais, ainda não nos chegaram e alertamos o leitor para esse facto, mas os que hoje publicamos tem origem em fonte segura, necessitando, no entanto, da referida validação oficial.

Assim sendo, terão votado 445 militantes, tendo Paulo Rocha, com 164 votos, que se opunha a Andrade Ferreira (147 votos), sido confirmado como o vencedor da eleição para a Comissão Política Concelhia da Maia, liderando o Secretariado Socialista, com 16 elementos, contra 15 da lista opositora. De notar que há, pelo menos 6 inerências directas que poderão influenciar as decisões do secretariado, a saber, três elementos da Juventude Socialista e ainda o primeiro eleito para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Mulheres Socialistas.

Nas eleições para as MS-ID, Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, verificaram-se duas listas, uma liderada por Angélica Santos e outra por Rosário Pinto, tendo Angélica Santos vencido por 63 votos contra 46 da sua opositora.

Nas Secções, sujeito a confirmação, foram eleitos Miguel dos Santos (Águas Santas); Rogério Rocha (Barca); Francisco Cunha (Gueifães); Soraia Teixeira (Maia); Rui Guimarães (Milheirós) e Jorge Catarino na maior Secção do concelho (Vila Nova da Telha).


O MaiaHoje chegou à fala com o vencedor, Paulo Rocha que nos falou sobre o seu mandato.


Maia Hoje (MH): Quais as linhas gerais para o seu mandato?

Paulo Rocha (PR): O projeto que apresentamos e que os militantes do PS Maia escolheram apresenta duas linhas estratégicas globais: Valorizar o PS e Vencer a Maia.

No capítulo da valorização do PS definimos três áreas de atuação. Uma delas centra-se sobretudo num trabalho que consideramos fundamental e que é o de recentrar no partido o espaço do debate político. Nos últimos anos o PS Maia perdeu essa cultura e as grandes decisões não foram debatidas e discutidas no interior do partido o que originou algum afastamento das bases do partido.

Queremos iniciar de imediato alguns debates fundamentais dentro do partido e que se prendem sobretudo com a estratégia política do PS Maia e a construção do projeto autárquico. Vamos também, de uma forma mais alargada, promover um debate sobre a possibilidade da reversão da fusão de freguesias, uma vez que este tema é fundamental para se preparar o projeto autárquico. Do ponto de vista da valorização do PS temos ainda um capítulo que se centra sobretudo na formação dos nossos atuais e futuros autarcas, onde temos a ambição de desenvolver um centro de formação e de estudos e desenvolver um programa de partilha onde se possam criar sinergias entre os diferentes autarcas do PS no concelho.

Para fechar esta linha estratégica temos ainda ações destinadas à promoção do partido, por forma a conseguirmos crescer em número de militantes e criar uma nova relação com os simpatizantes.

A segunda linha estratégica global tem claramente um objetivo definido: Vencer a Maia nas próximas eleições autárquicas. Neste sentido, definimos três vias de ação.

A primeira que passa por “Conhecer a Maia”, sendo que aqui iremos desenvolver um trabalho de contacto de proximidade junto das forças vivas do concelho e dos maiatos, o que nos ajudará a encontrar e a desenvolver medidas para responder a alguns anseios e preocupações da Maia. Um segundo eixo da nossa ação passará por “Influenciar os maiatos”, isto é, inaugurar uma nova forma de comunicação para que os maiatos conheçam as propostas e as ideias do PS. Aqui teremos de adaptar o partido ao novo paradigma da comunicação, pelo que teremos de reforçar a nossa ação no espaço digital e comunicar de forma visível e direta na rua. A terceira linha de ação é aquela que culminará com a apresentação do nosso projeto político para a Maia. Como estamos convictos que o PS está preparado para governar a Maia, a nossa candidatura não vai apresentar um projeto político para 4 anos, mas sim projetar a Maia 2030. E neste sentido o projeto para a Maia centrar-se-á nas questões do desenvolvimento sustentável e das cidades inteligentes, sendo que as pessoas estarão no centro da definição do conceito de concelho, que deverá estar alicerçado numa sociedade de sustentabilidade e de conhecimento, projetando uma Maia com uma maior qualidade de vida, com uma economia global competitiva e uma governação eficiente e acima de tudo transparente. Queremos um concelho mais sustentável, um concelho que descomplique a vida das pessoas, com soluções inteligentes, partilhadas e harmonizadas com o nosso território. Em síntese, vamos apresentar um projeto sustentável, com uma visão a longo prazo e que será um contraponto com a visão da atual liderança da Câmara Municipal. Uma liderança que consideramos estar cansada, sem foco, sem uma ideia estruturante para o concelho, onde os vícios e a falta de transparência têm prejudicado a Maia.


MH: O que o irá diferenciar da anterior Comissão Política?

PR: Quero um PS dialogante. E isto não estava a acontecer com a anterior direção da Comissão Política, onde as decisões não eram partilhadas estando a restringir-se o debate. Com esta nova Comissão Política estão reunidas as condições para que todos tenham vez e voz. As decisões têm de ser partilhas e compreendidas por todos. Só assim, poderemos ter êxito com as nossas decisões. Mas o diálogo não será só interno. O PS tem de saber dialogar com todos, sejam outros partidos políticos, nomeadamente os de esquerda, encontrando pontes de entendimento que fortaleçam uma visão mais humanista e progressista no nosso concelho, sejam as forças vivas do concelho, aquelas pessoas que dão corpo ao concelho e à vida da Maia, seja com o simples cidadão que vive, estuda, trabalha e dorme na Maia. Temos de conseguir chegar a todos e isso só é possível com diálogo. A grande diferença deste projeto estará nesta capacidade de diálogo do PS Maia.

12-Feb-2020 às 12:11, Ana Sofia Silva

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