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Estudo revela que 32% dos portugueses têm mais dificuldades em dormir depois da pandemia

Estudo revela que 32% dos portugueses têm mais dificuldades em dormir depois da pandemia

Os portugueses estão com maior dificuldade em dormir após a pandemia. Impacto foi maior nas mulheres.

A pandemia COVID-19 continua a ter um grande impacto na vida das pessoas, afetando a forma como se sentem, socializam, trabalham e consomem. O sono, é uma das áreas mais afetadas pela pandemia, devido a fatores como a incerteza, ansiedade, o medo e o pânico, inerente a esta situação.

A Aquilea, em parceria com a Ipsos Apeme, realizou um estudo junto da população portuguesa, com o objetivo de perceber o padrão de sono durante a pandemia. Foram realizadas 400 entrevistas online, em públicos com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. A amostra considerou fatores como género, idade e região, de acordo com o perfil da população.

De acordo com o estudo, um em cada quatro inquiridos manifesta dificuldades em dormir, com especial incidência na faixa etária entre os 45 e os 54 anos. 32% dos inquiridos assinala uma diminuição da qualidade do sono durante a pandemia, com as mulheres e os inquiridos da Grande Lisboa em destaque face aos restantes. Quando abordados sobre a frequência com que dormem uma noite seguida, «cerca de metade dos indivíduos refere que nunca ou poucas vezes consegue dormir uma noite seguida», refere o estudo, ao avançar com a informação de que as mulheres manifestam uma maior dificuldade do que os homens neste tema. Quando se trata à retoma do sono quando interrompido, são 6 em cada 10 os que manifestam maiores dificuldades em voltar a conciliar o sono. O estudo também revela que «60% dos inquiridos acordam cansados», nas mulheres e nos jovens entre os 18 e 24, os números chegam a ser maiores, aproximadamente 70%. 

O estudo conclui que «durante a pandemia o sono dos portugueses tem sido afetado, com maior incidência junto do sexo feminino, manifestando diminuição na qualidade do sono, dificuldade em dormir uma noite seguida, dificuldade em retomar o sono quando acorda durante a noite e acordar cansado». Estas conclusões vêm reforçar as várias pesquisas que têm sido feitas mundialmente e que revelam que são as mulheres que têm mais dificuldades em dormir devido a problemas de saúde, preocupações, aumento de responsabilidades familiares, stress, enquanto os homens adormecem com maior facilidade e têm um sono contínuo.

21-Jul-2020 às 19:15, Ana Sofia Silva

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