2ª Mobilização Nacional Antifascista
Opinião de Angélica Lima.
Realizou-se no passado dia 25 de Julho, em Lisboa, a 2ª Mobilização Nacional Antifascista e Antirracista. Mais de 2 centenas de pessoas estiveram presentes a mostrar que não deixaremos que certas forças obscuras que o século XX criou e que começa a alastrar-se por esta Europa e também em Portugal.
Muitos destes manifestantes fizeram km´s, desde o Norte de Portugal, pagando as despesas dessa viagem, dinheiro esse oriundo do trabalho desses mesmos membros. Isto apenas para responder ao Sr. Deputado André Ventura que diz que quem esteve presente era um bando de desempregados e desocupados, acho q mais uma vez, o Sr. Deputado não fez o seu trabalho e difamou pessoas que dão muito mais do que ele à sociedade.
Para todos os que criticaram esta manifestação, referindo que não faz qualquer efeito, que Portugal não é fascista, xenófobo e racista, relembro que quase à mesma hora, da manifestação, um homem era assassinado e, apesar de haver relatos de ter estado três dias a ouvir "vai para a tua terra, preto”, há quem continue a afirmar que isto não se trata de um crime de racismo nem de um crime de ódio.
O mais irónico é abrir as redes sociais e ver quase toda a gente (algumas que até sabemos que se pudessem diriam o contrário) a colocar a foto de Bruno Candé, com palavras contra o racismo e palavras de revolta.
Mas foram poucos, muitos poucos, os que se dão ao trabalho de dar a cara nas ruas, de lutar, seja contra o racismo, contra a xenofobia, contra a homofobia, contra o ataque da diversidade, de lutar pela liberdade, Democracia e direitos humanos e contra os avanços da extrema-direita.
Quantos mais terão que ser assassinados, brutalizados, discriminados para que as nossas vozes se ergam e que gritemos bem alto que não queremos fascistas nas nossas ruas.
Para mim é inadmissível que se venha para as redes sociais lamentar, fazer textos bonitos, “chorar”, criticar, e no momento em que se deve agir, prefere-se a ida para a praia, para o centro comercial ou ficar simplesmente no sofá atrás de um visor. Isto é uma forma de aparecer, de ter uma visibilidade, de parecer que se preocupam, mas sinceramente é apenas insultuoso e desrespeitoso pelas vítimas.
Por muitas críticas que ouça, continuarei a lutar com todas as forças, pelas minhas lutas, aquelas em que eu acredito, e que não são apenas para aparecer nas redes sociais, mas sim para estar nas ruas e onde a nossa voz é necessária para lutar. Cada um escolhe a forma de lutar e de estar na política. Eu escolho a luta de rua, pelos ideais de esquerda e dos direitos humanos, os outros, bem os actos ficam com quem os praticam e com as suas consciências.
Acabo esta crónica agradecendo ao Núcleo Antifascista do Porto (e a todos os outros os movimentos presentes), por nunca baixarem os braços e por sem medo lutarmos contra o fascismo.












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