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É tempo de perguntar: cumprimos?

É tempo de perguntar: cumprimos?

Opinião de Bruno Bessa.

No próximo dia 8 de setembro faz 2 anos que assumi a liderança da Comissão Política da Juventude Social Democrata da Maia e, consequentemente, termina o mandato que me foi conferido pelos militantes desta estrutura no ato eleitoral realizado nesse mesmo dia.

O ciclo que agora termina foi, sem qualquer dúvida, um dos maiores desafios que enfrentei até ao dia de hoje. Assumir a responsabilidade de liderar a maior estrutura partidária de jovens do concelho da Maia é, já por si, uma grande missão.

Ora, como qualquer grande missão deve merecer o nosso comprometimento, espírito de sacrifício e total dedicação, esta também mereceu todo o meu empenho durante estes dois anos. Pelo menos, de forma humilde e honrosa, foi isso que procurei praticar durante este mandato e, acima de tudo, foram esses valores que procurei transmitir à equipa que me acompanhou e a todos os militantes da JSD.

Iniciámos o nosso projeto político sob a égide de uma máxima: “JUNTOS PELO FUTURO”. Dissemos claramente ao que vínhamos e afirmamos abertamente o que queríamos: uma jota unida em torno de um desígnio coletivo e que a todos diz respeito, a Maia e o seu futuro.

Definimos, em conjunto, aquelas que seriam as premissas essenciais do nosso mandato:

ü  Abertura e aproximação à sociedade civil;

ü  Qualificação e formação política dos quadros da JSD;

ü  Eleições Europeias e Legislativas.

Estas premissas deram lugar às ideias, as ideias às propostas e as propostas materializaram-se naquele que foi o manifesto que apresentámos aos militantes da JSD.

A verdade é que a política nunca se pode separar do mundo real e, não poucas as vezes, foi necessário fazer ajustamentos, responder a choques de realidade e desempenhar a atividade política de confronto para a qual também fomos eleitos.

É do conhecimento público a tentativa de judicialização da política que a oposição perpetrou durante este mandato autárquico, intentando ações em diversas instâncias judiciais contra os nossos autarcas, procurando destabilizar o executivo camarário e ocultar o trabalho realizado durante estes 4 anos.

Por isso, por diversas vezes, tivemos de vir a terreiro, umas vezes sozinhos e outras com o PSD Maia, defender os nossos eleitos locais, a dignidade da forma de realizar a ação política e denunciar aqueles que, de modo calunioso e difamatório, procuram nas salas da justiça fazer o que não conseguem nas salas da política.

Nunca nos escondemos atrás de ninguém, nem nunca deixámos de denunciar aquilo que entendíamos não ser o correto. Fomos, com muito orgulho, soldados na defesa do PSD, da social-democracia e da Maia.

Ainda assim, nunca baixámos os braços e procuramos cumprir os nossos desígnios e tudo aquilo a que nos tínhamos proposto.

Com atividades como A sede é tua, a formação Europa sou eu e és tu, que levamos às Escolas da Maia, as recolhas solidárias em favor de associações maiatas e a proximidade às coletividades do nosso concelho abrimos a JSD à sociedade civil;

Apostámos também na qualificação e capacitação dos quadros da JSD, com os À Conversa com…, as Maia Talks e as Jornadas José Nuno Meireles – em colaboração com a JSD Distrital do Porto –, onde abordamos temas diversificados e contámos com a participação de muitos e bons oradores.

Reforçámos a importância das questões ambientais e de saúde, com o #Trashtag realizado numa mata em Moreira da Maia e o Geocahing pelo Ecocaminho da Maia.

Para além disso, não descuramos o trabalho político de proximidade autárquica: estivemos próximos dos Presidentes de Junta e das Assembleias de Freguesia; acompanhamos o trabalho realizado pelo Executivo Municipal e pela Assembleia Municipal, tendo inclusive apresentado algumas propostas para o Município; participámos em todos os Conselhos Municipais da Juventude e andámos na rua a falar com aqueles que nos propusemos a servir – os maiatos – procurando conhecer os seus anseios e a sua opinião sobre a Maia e o seu futuro.

Por fim, sempre que possível, colaboramos de perto com as diferentes estruturas da JSD, quer ao nível nacional e distrital, sendo exemplos disso A Volta Nacional do Secundário, que passou pela Maia, a apresentação de uma proposta política sectorial (“A41: Pagar o Insucesso”) ao III Congresso Distrital do Porto da JSD, o empenho nas campanhas para as eleições europeias e legislativas, a participação na Universidade de Verão do PSD/JSD e a realização do III Conselho Distrital da JSD Distrital do Porto, no Fórum Jovem da Maia.

Procuramos sempre ser uma estrutura aberta aos jovens, no geral, e aos militantes da JSD, em particular, dialogante com todos os quadrantes da sociedade civil, receptiva aos estímulos externos que fomos recebendo e atenta aos anseios e preocupações dos jovens maiatos.

Hoje, volvidos 2 anos, tenho muito orgulho em ter liderado uma equipa de jovens abnegados, capazes, que sentem a Maia em cada poro do seu corpo e procuram, todos os dias, melhorar a vida dos maiatos a fazer política com valores e princípios bem definidos.

Hoje, volvidos 2 anos, é tempo de perguntar: cumprimos?

 

Bruno Bessa,
Presidente da Juventude Social Democrata da Maia

 

25-Aug-2020 às 10:14, Ana Sofia Silva

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