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CHUVA FORTE, VENTO FORTE, ONDAS DE 10m

CHUVA FORTE, VENTO FORTE, ONDAS DE 10m

A Protecção Civil acaba de passar a Alerta Especial Laranja entre as 15 horas de 9 de Fevereiro (Domingo) e as 8 horas de 10 Fevereiro (Segunda-feira).

No seguimento de nova atualização da situação com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado hoje no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), espera-se que a partir das 12H00 de amanhã o território continental seja afetado por uma depressão com forte atividade, prevendo-se que o período mais crítico em termos de condições meteorológicas adversas esteja compreendido entre as 18H00 de amanhã e as 06H00 de 2ª feira, com a ocorrência de:

 Precipitação forte a partir do final do dia, com especial incidência nas regiões do litoral durante a
madrugada;
 Vento a soprar forte a muito forte no litoral e terras altas com rajadas da ordem dos 130 km/h, podendo haver condições para a formação de fenómenos extremos mais localizados
 Agitação marítima muito forte com ondas a atingir 10 m de altura significativa em toda a costa ocidental, não sendo de excluir picos de ondulação mais elevados.

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

 Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou acumulação de neve ou gelo;
 Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
 Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
 Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
 Danos em estruturas montadas ou suspensas e quedas de árvores;
 Possíveis acidentes na orla costeira;
 Danos em estruturas junto à orla costeira;
 Fenómenos de galgamento costeiro, agravados para a fragilidade atual da orla costeira;
 Acidentes geomorfológicos causados pela instabilidade de vertentes associados à saturação dos solos e perda de consistência.


A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que se recomenda que :
 Se possível permaneça em casa, evitando deslocações desnecessárias. No caso de o ter que o fazer,
recomenda-se a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
 Reforçar os mecanismos de fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
 Evitar circular ou permanecer junto de áreas arborizadas, nomeadamente matas nacionais, estando
atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
 Evitar circular ou permanecer junto à orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros
 Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima;
 Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros  objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
 Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível
formação de lençóis de água nas vias;
 Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para
buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
 Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

08-Feb-2014 às 21:44, redacção

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