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Garland antecipa aumento de exportações do setor têxtil nacional e aposta na Dinamarca

Garland antecipa aumento de exportações do setor têxtil nacional e aposta na Dinamarca

Nova linha da Garland Transport Solutions conta com parceria da EvoLog e vem, não só dar resposta às importações de têxteis nacionais, como antecipar um provável crescimento das mesmas face à pandemia de Covid-19.

A empresa de transportes do Grupo Garland arranca este mês com um novo serviço direto de e para a Dinamarca, em que os têxteis e calçado serão o principal alvo de transação. 

A empresa portuguesa conta com o agente turco Evolog como parceiro internacional para o desenvolvimento desta linha, que envolve a sucursal da Evolog na Dinamarca, localizada em Herning, onde está instalado o principal centro têxtil do país escandinavo.

A Garland passa assim a dispor de um serviço direto com saídas às quintas e sextas-feiras e chegadas às terças e quartas-feiras. A distribuição de mercadorias nos principais pontos industriais dinamarqueses será assegurada em 24 horas.

A aposta neste mercado resulta de uma oportunidade estratégica detetada pela Garland Transport Solutions, já que o novo agente dispõe de clientes na Turquia e na Dinamarca que importam têxteis de Portugal. Além disso, com a pandemia de Covid-19, a Garland antecipa uma transferência das encomendas deste tipo de produto do Oriente para Portugal, reconhecido internacionalmente pela qualidade e acessibilidade do seu produto.

A Evolog é uma das principais empresas de transportes da Turquia, com uma posição de destaque no transporte de têxteis e calçado, em caixas ou pendurados, para a Dinamarca. Um posicionamento que coincide com o da Garland em que este setor tem um peso importante no volume de negócios das empresas de transportes e de logística do grupo português, bem como o de componentes para veículos, que é a segunda mercadoria que Portugal mais exporta para a Dinamarca.

O novo serviço direto da Garland permitirá distribuir as mercadorias nacionais por toda a Dinamarca em cartões, pendurados ou paletes. Em sentido inverso, disponibiliza a recolha do mesmo tipo de carga e consolidação da mesma nos centros logísticos da Garland na Maia e em Cascais.

Segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Dinamarca ocupa uma posição com alguma relevância no contexto do comércio externo português. No ano passado, o país posicionou-se com 20º cliente de Portugal (quota de 0,72% do total) e como 27º fornecedor (quota de 0,51%). A balança comercial de bens é favorável ao nosso país, que apresentou um saldo de cerca de 23 milhões de euros em 2019.

A estrutura das exportações é constituída fundamentalmente pelo calçado (21,3% do total em 2019), veículos e outro material de transporte (16,2%) e vestuário (11,7%. Do lado das importações surgem destacados os produtos químicos (32,8% do total em 2019).

Giles Dawson, administrador do Grupo Garland, justifica a aposta da empresa no mercado dinamarquês. «Além da Dinamarca ser um importante cliente do nosso país no setor têxtil e do calçado, numa altura de crise como a que enfrentamos, só antecipando as tendências poderemos manter-nos como um dos líderes nacionais nos setores em que operamos. Acreditamos que a pandemia provocará uma transferência das compras neste setor do Oriente para a Europa, incluindo para Portugal, onde este mercado é internacionalmente reconhecido».

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