LIGA: Sofrimento e Redenção no Dragão: FC Porto Vence Arouca com Final de Nervos
O Estádio do Dragão foi palco, esta noite, de um daqueles jogos que testam a resistência cardiovascular até do mais calmo dos adeptos. O FC Porto venceu o Arouca por 3-1, mas o resultado esconde uma narrativa de angústia que só se resolveu para lá do tempo regulamentar. Para quem, como nós, acompanha o fenómeno desportivo com o olhar atento do cronista, o que vimos foi um Porto de duas caras: uma entrada fulgurante e um final de “sobrevivência”.
Logo a abrir, na primeira jogada, obviamente treinada, surgiu o golo que parecia facilitar tudo, com o cruzamento rasteiro de Froholdt a cruzar a área, e o golo de Pietuszewski, que ao mesmo tempo que se estreou a marcar, se tornou no jogador do clube, mais novo de sempre a fazê-lo. A partida não poderia ter começado melhor para os azuis e brancos. Logo no primeiro lance digno de registo, o Porto inaugurou o marcador. Foi um golo “de balneário” que apanhou a defesa arouquense ainda a ajustar as marcações. A jogada, desenhada com rapidez pelo corredor lateral, culminou num remate certeiro que fez explodir o Dragão. Naquele momento, a sensação era de que estaríamos perante uma goleada tranquila.

Contudo, o futebol é fértil em surpresas. O Arouca, bem organizado e sem medo de ter a bola, foi crescendo. O Porto não conseguiu “matar” o jogo e, a 20 minutos do apito final, o impensável aconteceu. Num lance de desatenção defensiva, o Arouca chegou ao empate quando a bola sobrou para Djouahra que à entrada da área rematou forte e colocado, dando a ideia de que Diogo Costa não viu a direção que levava por ter vários jogadores na sua frente. O silêncio que se instalou no estádio foi ensurdecedor. Os minutos que se seguiram foram de uma tensão palpável. O Porto lançou-se desesperadamente ao ataque, mas o discernimento parecia ter ficado no balneário.
Foi já no inico do período de compensação que o jogo se decidiu. Num lance confuso na área, e que certamente dará muito que falar, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Porto, a castigar um toque de Yellu no pé de Fofana. A responsabilidade pesava toneladas, mas o marcador, William Gomes, não tremeu, com a bola ainda a beijar a barra, mas a entrar.
O alívio foi geral no público da casa, mas o Arouca ainda tentou o último fôlego, só que ao contrário do jogo anterior, desta feita, o FC do Porto jogou com o relógio e manteve a pressão ofensiva. Foi dessa forma que na última jogada da partida, com o adversário balanceado para a frente, o FC do Porto aproveitou um contra-ataque rápido para ampliar a vantagem para 3-1, selando os três pontos, com uma assistência de trivela de William Gomes e golo de Moffi, que assim se estreou a marcar pelos Dragões.









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