Projeto MOVER promove mobilidade laboral entre Portugal, Angola e Cabo Verde
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No dia 15 de dezembro foi lançado o Projeto MOVER- Migração, Oportunidades e Valorização do Emprego em Portugal «uma iniciativa estratégica que visa fortalecer o desenvolvimento económico, a sustentabilidade demográfica e a cooperação institucional entre Portugal, Angola e Cabo Verde» explica a Associação Empresarial de Portugal (AEP).
O projeto é desenvolvido por um consórcio que integra a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). A iniciativa é financiada pelo Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI), contando ainda com o apoio dos Governos de Angola e de Cabo Verde, bem como de associações laborais portuguesas.
A AEP explica «O MOVER tem como principal objetivo promover percursos de mobilidade laboral seguros, regulares e ordenados entre os três países, apostando em práticas de recrutamento ético, na proteção dos trabalhadores migrantes e numa integração sustentável no mercado de trabalho português». Nesse âmbito, o projeto prevê a disponibilização de apoios sociais, acompanhamento personalizado e aulas de língua portuguesa aos profissionais que venham exercer atividade em Portugal.
Durante a sessão de apresentação do projeto, realizada no IAPMEI, em Lisboa, foi anunciado que deverão viajar para Portugal cerca de 320 migrantes provenientes de Angola e de Cabo Verde. Está igualmente prevista a participação de mais de 50 empresas, que irão acolher e integrar estes trabalhadores nos seus quadros.
A iniciativa assenta no reconhecimento da atual escassez de mão de obra em Portugal. Segundo os dados apresentados, faltam aproximadamente 80 mil trabalhadores no setor da construção civil, com cerca de 40% dos serviços sem resposta. Na hotelaria e no turismo — setor que representa cerca de 10% do PIB nacional- 18,3% da mão de obra é já composta por imigrantes, verificando-se igualmente uma forte carência de profissionais. Na agricultura, a escassez de trabalhadores é considerada estrutural.
As empresas interessadas em participar no recrutamento regular e ético de trabalhadores migrantes provenientes de Angola e de Cabo Verde podem contactar diretamente a equipa afeta ao projeto na Associação Empresarial de Portugal (AEP).




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