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Liga: Famalicão de garra deixa FC do Porto sobre brasas na Liga (2-2)

Liga: Famalicão de garra deixa FC do Porto sobre brasas na Liga (2-2)

O Estádio do Dragão vestiu-se de gala esta noite para receber um embate que prometia mais do que três pontos. De um lado, um FC Porto sedento de afirmação na busca do título; do outro, um FC Famalicão que, sob a batuta de uma organização tática irrepreensível, se apresentou como um “osso duro de roer”. O resultado, não espelha apenas a eficácia, mas a resiliência de quem sabe sofrer.

O FC Porto apresentou-se no seu habitual sistema de jogo, mas com a nuance dos alas procuraram muito o jogo interior, libertando os corredores laterais para as subidas dos defesas. Esta largura permitiu ao Porto pendor ofensivo, mas logo aos 3 minutos Gustavo Sá desmarca Sorriso e este proporciona uma extraordinária defesa a Diogo Costa

Sorriso quase a conseguir abrir o marcador

Oportunidades que se repetiram, sem sucesso, aos 24 minutos por Mathias Amorim, e aos 28 por Gustavo Sá, que fez um jogo do outro mundo, fruto da boa organização defensiva, transformando-se velozmente nas transições. A equipa minhota baixou o bloco, fechando as linhas de passe centrais e obrigando o Porto a cruzar excessivamente para a área, onde os centrais famalicenses imperaram nas alturas.

Não obstante foram os dragões que se adiantaram quando aos 35 minutos Alberto Costa logrou bater Carevic após um ressalto e um remate forte, resultado com terminou a primeira parte.

O remate e golo de Alberto Costa

Contudo logo aos 54 minutos Sorriso emendou de cabeça uma primeira defesa de Diogo Costa, e fez o empate que pôs uma nuvem negra sobre o Estádio do Dragão, até que aos 90 minutos Fofana, mais uma vez ele, driblou dois adversários já área e rematou com lucidez ao canto oposto da baliza colocando a sua equipa novamente em vantagem, que aparentemente seria o resultado pelo pouco tempo em falta.

Só que o Famalicão não baixou os braços e aos 99 minutos Rodrigo Pinheiro, no coração da área rematou no momento certo e sem hipótese para Diogo Costa.

O Porto foi a equipa mais acutilante, no entanto, o Famalicão foi mais pragmático, explorando as costas da defesa portista com veneno, que lhe permitiu mais remates 11 contra 8, e o dobro dos enquadrados 6 contra apenas 3.

No final o ambiente nas equipas era de contrastes: um Porto tenso, consciente de que não podia ter vacilado na luta pelo título e um Famalicão sereno, fiel ao seu plano de jogo e demonstrando que o projeto minhoto continua a crescer de olhos postos na Europa.

Com este resultado, o FC Porto fica sob mais pressão, especialmente do Sporting que se vencer o jogo em atraso pode ficar a apenas 2 pontos da liderança.

Até ao final da prova, o Porto terá de gerir o desgaste físico, pois cada jogo será uma final onde a margem de erro é quase nula. Já o Famalicão assume-se como o “tomba-gigantes” de serviço, levando para casa a honra de ser a única equipa que esta época conseguiu marcador dois golos no Dragão, e a terceira a conseguir roubar pontos no Estádio do Dragão, sendo que as outras duas foram o Sporting e o Benfica.

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