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Dragão de Gala: A Festa do Título Feminino do FC do Porto

Dragão de Gala: A Festa do Título Feminino do FC do Porto

O dia 10 de maio de 2026 ficará gravado na memória dos 9.147 adeptos que preencheram as bancadas do Estádio do Dragão para testemunhar um momento histórico. O FC Porto venceu o Clube de Albergaria por 1-0, selando a conquista da II Divisão Nacional com o selo de invencibilidade caseira e o brilho de uma festa que antevê um futuro risonho no escalão principal.

O Jogo: Domínio e Consagração

A equipa orientada por Daniel Chaves não perdeu tempo a mostrar ao que vinha. Logo aos 4 minutos, a norte-americana Eliza Turner soltou o grito de golo no Dragão, com um remate forte que não deu hipóteses à guarda-redes adversária, fazendo assim o seu sétimo golo na prova. A vantagem mínima ao intervalo acabou por ser lisonjeira para o Albergaria, que viu o FC Porto fustigar a baliza com sucessivas oportunidades, incluindo duas bolas nos ferros.

Na segunda parte, a gestão emocional e física foi evidente. Com o título já garantido matematicamente em jornadas anteriores, o jogo serviu de palco para a consagração e para despedidas emocionantes, como a de Cláudia Lima, a primeira atleta da história do clube, que anunciou o fim da carreira sob forte aplauso.

Mariana Azevedo: O Porto Seguro da Defesa

No centro desta muralha defensiva — que termina a prova como a menos batida com apenas 4 golos, contra 12 do segundo classificado, a que junta o melhor ataque com 33 golos — brilhou Mariana Azevedo, natural de Antas, Esposende, a defesa-central de 30 anos foi uma das figuras da época.

Mariana Azevedo a garantir a inviolabilidade da baliza portista

A Mariana não é apenas uma peça no xadrez de Daniel Chaves; é a voz da experiência no balneário. Com um percurso que passou pela formação no Forjães e passagens pela elite no Valadares Gaia e SC Braga, Mariana Azevedo trouxe para o Porto o “pedigree” de campeã que já tinha demonstrado no Sporting, onde venceu o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Supertaça.

Durante o jogo de hoje, Mariana esteve perto de coroar a exibição com um golo, com dois cabeceamentos perigosos aos 16 e 34 minutos que embateram na barra. A sua segurança imperial nos cortes e a capacidade de liderança foram fundamentais para manter a baliza de Bárbara Marques a zeros, provando que a sua descida à segunda divisão para abraçar o projeto portista foi uma aposta ganha para elevar o clube ao patamar que ambiciona.

A Festa no Relvado

Ao apito final, a contenção deu lugar à euforia. As objetivas das câmaras tentava captar cada sorriso entre o confete azul e branco que se focaram-se na entrega do troféu. As jogadoras fizeram a festa junto dos adeptos, celebrando um registo impressionante de 12 vitórias e apenas dois empates em toda a campanha.

Este título é apenas o primeiro capítulo. No horizonte próximo, no dia 17 de maio, espera-as a final da Taça de Portugal frente ao Benfica, naquele que será o primeiro “Clássico” feminino da história portuguesa. Para Mariana Azevedo e as suas companheiras, a subida à Liga BPI está garantida, mas a ambição de quem veste a camisola azul e branca não fica por aqui.

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