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Jornais celebram a liberdade na “Coluna dos Cravos Encarnados”

Jornais celebram a liberdade na “Coluna dos Cravos Encarnados”

Segredo do Alentejo –

Conspiração na Confraternização

 

9 de setembro de 1973 –

Viana do Alentejo, Alcaçovas

 

Aconteceu em Portugal.

No Monte do Sobral.

Clandestina a Revolução.

Apresentou-se como Confraternização.

Alentejo o Segredo guardou.

A Ninguém o contou.

Para o inimigo não ouvir.

E sem demora prender o porvir.

Oficiais se reuniram.

Sobre o futuro lusitano decidiram.

Para o passado olharam.

Os golpes falhados recordaram.

“Movimento dos Capitães” nasceu.

A coragem com esperança venceu.

Clandestina e de alto riscos a reunião.

No silêncio cumpriram sua missão.

No silêncio –

24/25 de Abril de1974.

Duas senhas lançaram.

MFA na Coluna para Lisboa marcharam.

A ditadura enfrentaram.

A liberdade conquistaram.

 

Capitães de Abril –

À Nação consagraram vitória.

Para Portugal e o mundo – escreveram História!

 

“Cavaleiros, Heróis e Guardiães –

Espingarda com Cravo,

para sempre Nossos Capitães.”

 

25 de Abril de 1974,

Revolução dos Cravos

Isalita Pereira, historiadora e secreta poeta

Criado no contexto das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, o projeto “Coluna dos Cravos Encarnados – Ramo da Liberdade” continua a expandir-se e já reúne cerca de 70 participações de órgãos de comunicação social de várias regiões do país.

A iniciativa partiu da historiadora Isalita Pereira, finalista da Universidade de Frankfurt, que encontrou na poesia uma forma de revisitar a memória coletiva e homenagear figuras marcantes. Nascida na Alemanha, onde viveu até 2007, destaca nomes como Aristides de Sousa Mendes e Salgueiro Maia como referências de coragem em momentos decisivos da história.

A ideia do projeto é: cada jornal participante representa um “cravo”, contribuindo para a construção de um “ramo” coletivo. O primeiro a aderir foi o Correio do Ribatejo, estabelecendo uma ligação com Santarém, de onde partiu uma das colunas militares na madrugada de abril de 1974.

Inicialmente pensado para reunir 50 “cravos jornalísticos”, o projeto ultrapassou esse número e continua em crescimento.

Mais do que assinalar uma data histórica, o projeto continua a criar uma rede de memória e colaboração entre meios de comunicação, onde cada publicação acrescenta uma nova camada ao “Ramo da Liberdade”.

Bruna Pinto Lopes (jornalista)
Beatriz Pesqueira (trainee)

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