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Liga das Nações: Gonçalo Ramos Fecha a Reviravolta e Portugal Carimba os Quartos (2-1)

Liga das Nações: Gonçalo Ramos Fecha a Reviravolta e Portugal Carimba os Quartos (2-1)

Portugal garantiu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações ao vencer a Noruega por 2-1, no Estádio do Dragão. A seleção de Jorge Jesus sofreu o golo de Kristoffer Ajer aos 36’, empatou dois minutos depois por João Cancelo e completou a reviravolta através de Gonçalo Ramos, aos 79’. O triunfo, presenciado por 48 832 espectadores, terminou sob pressão devido à expulsão de Francisco Conceição, mas deixou Portugal isolado no primeiro lugar do Grupo 4, com 12 pontos em quatro jornadas.

Portugal entrou com nove pontos, mais seis do que a Noruega, e três alterações: João Palhinha, João Félix e Francisco Conceição renderam Rúben Neves, Rafael Leão e Pedro Neto. Palhinha protegia Rúben Dias e Renato Veiga. Vitinha organizava a saída, e Bruno Fernandes e João Félix aproximavam-se de Gonçalo Ramos. Stale Solbakken entregou a referência ofensiva a Erling Haaland, apoiado por Antonio Nusa, Andreas Schjelderup e Martin Odegaard.

Depois de Nuno Mendes receber assistência médica aos 4’, Portugal criou o primeiro remate aos 10’, por Vitinha, para defesa de Egil Selvik. João Cancelo viu amarelo aos 12’, por falta sobre David Wolfe. A Noruega respondeu aos 18’, num livre de Odegaard que Diogo Costa afastou a soco. Aos 22’, Cancelo disparou de fora da área e obrigou Selvik a desviar para canto.

Diogo Costa a mostrar porque é um gigante na baliza

Antonio Nusa ameaçou aos 26’, partindo da esquerda para um remate defendido por Diogo Costa. Patrick Berg tentou de longe aos 28’, também sem surpreender o guarda-redes. Portugal esteve perto do golo aos 32’: Bruno Fernandes rematou, Selvik defendeu de forma incompleta e Gonçalo Ramos aproveitou a sobra, mas o norueguês recuperou a posição e cedeu canto.

Falando em gigantes do futebol, eis dois deles provando que os homens não se medem aos palmos, como demonstra a imagem

A Noruega marcou aos 36’, quando Odegaard lançou para a zona lateral da área. Kristoffer Ajer dominou e, com uma trivela, colocou a bola fora do alcance de Diogo Costa.

O festejo de Ajer após marcar um grande golo

Portugal respondeu aos 38’: após um lançamento lateral, Nuno Mendes recebeu à esquerda e serviu João Cancelo, que apareceu por dentro e bateu Selvik com um remate forte. O lateral chegou ao 14.º golo pela seleção e Nuno Mendes à nona assistência.

O golo, e festejo nas bancadas do empate

O 1-1 manteve-se até ao intervalo, apesar de um livre de Odegaard aos 42’. No recomeço, Bruno Fernandes cruzou para Renato Veiga aos 51’, sem finalização, e rematou ao lado aos 53’. Cancelo voltou a exigir uma defesa apertada de Selvik aos 54’, antes de Francisco Conceição, aos 55’, fletir para o centro e atirar para fora.

Aos 61’, Haaland atacou as costas de Rúben Dias e ficou isolado perante Diogo Costa, mas desperdiçou a melhor oportunidade norueguesa da segunda parte. Jorge Jesus mexeu aos 62’, lançando Diogo Dalot por Cancelo e Rúben Neves por Palhinha. Solbakken retirou Haaland aos 67’ para colocar Strand Larsen e trocou Nusa por Oscar Bobb aos 74’.

Portugal manteve a Noruega perto da própria área. Aos 73’, Bruno Fernandes cobrou um livre através de um passe para Rúben Neves, que surgiu livre em posição frontal, mas rematou por cima. A insistência teve recompensa aos 79’: após nova recuperação em zona adiantada, a bola chegou ao corredor central e Gonçalo Ramos finalizou o 2-1. O avançado marcou pelo terceiro jogo consecutivo e passou a somar 14 golos em 31 internacionalizações.

Depois da desmarcação de Vitinha, o passe de João Félix e o desvio à boca da baliza de Gonçalo Ramos

Bernardo Silva substituiu Vitinha aos 86’, numa interrupção marcada pelos protestos de Francisco Conceição. O extremo recebeu dois amarelos no mesmo minuto e foi expulso, deixando Portugal com dez jogadores. Thelo Aasgaard entrou por Patrick Berg aos 87’ e Bruno Fernandes foi advertido aos 88’, após travar um adversário.

Aos 90+2’, Nuno Tavares e Francisco Trincão renderam João Félix e Bruno Fernandes. Portugal juntou as linhas para proteger a vantagem, afastou um canto norueguês aos 90+3’ e impediu a conclusão de uma última progressão pela esquerda aos 90+5’. Maurizio Mariani apitou para o fim aos 90+6’, confirmando a quarta vitória portuguesa em quatro jornadas.

Na conferência de imprensa, Jorge Jesus considerou que Portugal derrotara uma das melhores seleções europeias, embora sem a “nota artística” apresentada diante da Dinamarca. O selecionador explicou que a expulsão de Francisco Conceição tornou mais difíceis os últimos 15 minutos e entendeu que, antes desse momento, a Noruega estava “partida” e podia ter sofrido mais golos. Acrescentou que os noruegueses acusaram desgaste no último quarto de hora, depois de os mesmos seis jogadores do meio-campo para a frente terem disputado quatro encontros consecutivos.

Jesus descreveu os quatro jogos como sessões competitivas de aprendizagem, devido ao escasso tempo de preparação, e destacou a evolução defensiva trabalhada também em reuniões de vídeo. Admitiu que o ataque posicional continua a ser o mais exigente dos cinco momentos do jogo. Como exemplo da autonomia dos jogadores, apontou a combinação entre Nuno Mendes e João Cancelo no empate, uma solução que não tinha sido ensaiada por indicação sua. Sobre Gonçalo Ramos, elogiou os golos, as assistências e o crescimento do avançado, recordando o passe para Cancelo frente à Dinamarca: “Vai ajudar muito o Milan e vai crescer cada vez mais”. Para novembro, deixou aberta a entrada de novos jogadores, dependente do rendimento apresentado nos clubes.

A ausência de Cristiano Ronaldo ocupou parte substancial da conferência. Jesus garantiu que o capitão será convocável na próxima lista se estiver a jogar pelo clube, mas sublinhou que a decisão de regressar pertence ao próprio. “Não pode cobrar uma amizade de um ano numa situação que não dá para entender”, afirmou, ao explicar que vários jogadores aquecem sem entrar, embora reconhecendo a dimensão simbólica de Ronaldo. Concordou ainda com Bruno Fernandes que o avançado não devia terminar o percurso internacional “a fazer e a chorar” e revelou ter-lhe dito que deveria despedir-se dentro de campo.

O selecionador negou ter pedido desculpa numa reunião: “Desculpas de quê? Eu não peço desculpas a ninguém”. Reivindicou também inteira autonomia nas escolhas — “Convoco quem quero. Não pergunto a ninguém” — e deixou uma mensagem dirigida às crianças e às famílias: deseja que Cristiano volte e possa determinar, pelos seus próprios termos, o momento e a forma de encerrar a carreira na seleção.

  • Golos: Kristoffer Ajer (36’), João Cancelo (38’) e Gonçalo Ramos (79’).
  • Homem do Jogo: Bruno Fernandes (Portugal) — comandou a criação ofensiva, obrigou Selvik a uma defesa incompleta aos 32’ e serviu Rúben Neves na ocasião dos 73’.
  • Equipas Iniciais:
    • Portugal: Diogo Costa; João Cancelo (62’ Diogo Dalot), Renato Veiga, Rúben Dias, Nuno Mendes; João Palhinha (62’ Rúben Neves), Vitinha (86’ Bernardo Silva), Francisco Conceição; Bruno Fernandes (90+2’ Francisco Trincão), João Félix (90+2’ Nuno Tavares), Gonçalo Ramos. (Treinador: Jorge Jesus).
    • Noruega: Egil Selvik; Fredrik Aursnes, Kristoffer Ajer, Leo Ostigard, David Wolfe; Sander Berge, Martin Odegaard, Patrick Berg (87’ Thelo Aasgaard); Andreas Schjelderup, Erling Haaland (67’ Strand Larsen), Antonio Nusa (74’ Oscar Bobb). (Treinador: Stale Solbakken).
  • Cartões: João Cancelo (12’) e Bruno Fernandes (88’), amarelos; Francisco Conceição (86’ e 86’), expulso por acumulação de amarelos.
  • Arbitragem: Maurizio Mariani, assistido por Daniele Bindoni e Alberto Tegoni; Marco Di Bello no VAR.
  • Estatísticas: posse de bola, 59%-41%; remates, 20-9; à baliza, 7-3

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